Câmara de vereadores debate autismo

Ela participou, na manhã desta quinta-feira (04/04), no Centro de Cultura da Câmara, de audiência pública que debateu políticas públicas para atender famílias e portadores deste transtorno.
O debate, que também marcou a passagem do Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), foi requerido e dirigido pelo vereador Orlando Palhinha (PP).
Segundo Palhinha, a audiência da Comissão de Saúde partiu de um pedido de Rozilene Silva, que relatou as dificuldades de criar o filho autista. “Estamos aqui para debater sobre este tipo de transtorno e para mostrar aos órgãos públicos que as famílias de autistas precisam de muita ajuda”, destacou o vereador.
Desabafo
“Eu me esforço para o meu filho ser normal, porém é difícil compreender as suas atitudes. O que dói é ele não falar o que sente e não me chamar de mãe”, desabafou Rozilene Silva Almeida, 35 anos, moradora do Mirante de Periperi, mãe do pequeno José Messias. Ela participa do Grupo de Pais e Amigos dos Autistas (Grupaa).
Questões específicas relacionadas ao autismo marcaram a fala de Rozilene Silva. Ela destacou: educação diferenciada com um professor para cada aluno, custo elevado do ensino de um autista em escola particular, carência de escolas municipais qualificadas para o atendimento inclusivo e dificuldade do diagnóstico deste tipo de transtorno.
Lei Berenice Piana
A audiência trouxe novos conhecimentos sobre os direitos dos portadores de autismo. Foi apresentada uma parte da Lei nº 12.764/12, chamada Lei Berenice Piana, que trata da política de proteção dos direitos da pessoa com este tipo de transtorno. A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 27 de dezembro de 2012 e vigora desde a publicação.
A lei homenageia Berenice Piana, mãe de um garoto autista. Ela lutou bravamente para que a lei fosse analisada e sancionada, atendendo às demandas das famílias que lidam com autistas. A lei reconhece que a pessoa com autismo necessita de atendimento especial.
Representando a Associação de Amigos dos Autistas (AMA), Rita Valéria Santos expôs a realidade social dos portadores do transtorno.
“O meio para a prestação de serviços básicos ao autista deve ser o incentivo à formação e capacitação de profissionais no atendimento a estas pessoas e seus familiares”, defendeu Rita.
Segundo a Organização das Nações Unidas, estima-se que existam no mundo mais de 70 milhões de pessoas com autismo. Na Bahia, são aproximadamente 200 mil.

