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Vera Cruz tem história 

Apesar da minha pouca idade diante da emancipação política da Bahia, quando olho para o horizonte, percebo que seguimos enfrentando, ainda hoje, uma situação política que pouco mudou ao longo do tempo. Desde os primeiros dias, dizia-se que não sairíamos da condição de província. Havia quem afirmasse que esse território pouco importava — e assim fomos subestimados, encarados com desdém, como diz o ditado popular.

No entanto, fomos crescendo. Hoje, vivemos nossa sexta década de emancipação. Transformamos, amadurecemos e, acima de tudo, podemos afirmar: somos uma cidade em constante crescimento. Pelas avaliações feitas ao longo dos anos — inclusive por aqueles que não acreditavam em nosso progresso —, alcançamos um patamar seguro. Estamos no caminho certo.

A cada dia, algo novo e promissor acontece em Vera Cruz. Os nossos moradores acreditam, com cada vez mais firmeza, que podemos ir além. Afinal, fomos criados para isso: para crescer, desenvolver e levar oportunidades a todos. Esse é o papel do município, e é também a missão de cada cidadão — do maior ao menor colaborador, pois no fundo, não existem cargos menores. O que existem são funções, e todas são importantes.

Mas há algo que incomoda profundamente: enquanto o progresso avança, muitos dos que aqui sempre estiveram são deixados para trás. Pessoas com conhecimento, experiência e boa vontade de fazer o melhor pela cidade acabam sendo ignoradas. Chegam outros, de fora, que pouco conhecem nossa história ou nossa realidade, mas tentam se firmar no município — alguns assumindo cargos eletivos, outros montando negócios e, infelizmente, alguns apenas interessados em sugar o que puderem, sem qualquer compromisso real com Vera Cruz.

Chegam de forma sorrateira, com planos individuais e, por vezes, com a pretensão de afastar quem já construiu uma trajetória sólida aqui. Isso se reflete no transporte, no comércio e em muitos outros setores. Mas cuidado: a roda gigante da vida gira. Em Vera Cruz e Itaparica, já vimos essa roda girar muitas vezes. Muitos vieram e já se foram, deixando apenas rastros de um aproveitamento egoísta.

O nativo, aquele que vive, sente e conhece a cidade, é a peça-chave do nosso desenvolvimento. Vera Cruz jamais aceitará ser manipulada ou conduzida por promessas vazias. Hoje, mais uma vez, temos à frente do município um filho da terra — alguém que trabalhou, estudou, buscou conhecimento e agora demonstra que é possível fazer muito mais por nossa cidade.

Portanto, lembre-se: podem tirar tudo, menos o conhecimento. Como dizia minha avó:
“Rapadura é doce, mas é dura. Tirar leite de pedra é impossível. Enganar por toda a vida… nunca vai existir.”

E finalizo com uma reflexão:
“Quando o ego some, o amor faz milagres.”

Visão Cidade

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