Esta matéria foi postada no dia 14-7-2020 republicada em 6-3-2021 e hoje em 22 de Janeiro de 2022 a realidade é a mesma.
Ilha de Itaparica poderá repetir caos do coronavírus como nas cidades do Amazonas onde o transporte aquático foi o grande vetor do crescimento de casos de covid-19 no estado.
Diversas cidades turísticas e de passagem fecharam suas fronteiras e paralisaram a movimentação de passageiros/pessoas: a Ilha de Itaparica continua com um fluxo grande de pessoas entrando e saindo, como também, circulando por Salvador epicentro da pandemia na Bahia e vindo para as comunidades da Ilha.
A Ilha de Itaparica está com uma taxa alta de pessoas contaminadas pelo coronavírus, tomando como base os 11 casos já registrados na Ilha e uma morte. Vera Cruz com quase 50 mil habitantes e Itaparica com cerca de 22 mil habitantes: totalizando uns 72 mil habitantes na Ilha ( Estimativa do IBGE).
Fazendo a comparação da Ilha de Itaparica com outras cidades com o número maior de habitantes ou similar a situação da Ilha está complicada.
No entanto, dentre as cidades da Região Metropolitana de Salvador a Ilha de Itaparica mantém um número baixo de infectados.
É perceptível que as medidas que já foram adotadas pelos dois municípios da Ilha de Itaparica no sentido de barrar a proliferação do coronavírus tem provocado efeitos positivos, mas no entanto, a circulação dentro da Ilha continua intensa, ( Ferry e Lancha) tal movimentação afetará a Ilha inteira, podendo ocasionar a contaminação comunitária pelo covid-19, fato que atingirá todas as comunidades em um período curto de dias, caso ocorra.
No Amazonas um único passageiro de um barco conseguiu levar o vírus para várias cidades.
Temos comunidades distantes que se inter-relacionam em diversas atividades econômicas, principalmente em Mar Grande e no transporte marítimo, ao mesmo tempo em que a circulação de pessoas da cidade de Salvador continua intensa e ininterrupta na Ilha.
E aqui, se algumas medidas restritivas não forem adotadas podemos sofrer grandes perdas e consequências inimagináveis, como está acontecendo com algumas cidades ribeirinhas do Amazonas.
Por: Professor Silvano Sulzarty





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