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Di María decide e Argentina avança, com sofrimento

Sofrer nas oitavas de final contra equipes bem menos tradicionais parece ser uma tendência entre os favoritos desta Copa do Mundo. Depois de brasileiros, holandeses e alemães, nesta terça-feira foi a vez dos argentinos que invadiram São Paulo viveram momentos de pura tensão. No entanto, o gol salvador de Angel Di María, aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Suíça, no Itaquerão, e deu à Argentina uma vaga nas quartas de final, apesar de mais uma atuação pouco convincente. Lionel Messi não brilhou como nas partidas anteriores, mas deu a assistência para o gol do meio-campista do Real Madrid, o melhor jogador da partida. A torcida argentina, que passou boa parte do jogo cantando que “Maradona é maior que Pelé”, deixou o estádio em estado de graça, sob os olhares atentos do rei do futebol (curiosamente, este foi o primeiro jogo desta Copa que Pelé acompanhou no estádio). Na próxima fase, a Argentina irá enfrentar o vencedor da partida entre Estados Unidos e Bélgica, marcada para as 17h (horário de Brasília), em Salvador.
Horas antes da partida, os europeus sofreram um baque: o técnico Ottmar Hitzfeld foi informado da morte de seu irmão mais velho, Winfried. O treinador, no entanto, buscou forças para armar sua equipe e tinha uma missão clara: parar Lionel Messi. Aos 18 minutos, o craque argentino brindou o público em São Paulo com sua genialidade pela primeira vez ao se livrar de dois marcadores com um drible desconcertante pela ala direita. Messi, no entanto, sofreu no início com a marcação dos fortes volantes da Suíça. E se a Argentina tinha Messi, a Suíça também contava com a talentosa perna esquerda de Xherdan Shaqiri. Aos 27 minutos, o artilheiro da Suíça no Mundial entortou a zaga argentina e rolou para Granit Xhaka chegar batendo. O goleiro Sergio Romero teve trabalho, mas fez mais uma boa defesa na competição. A Argentina respondeu no minuto seguinte, mas Ezequiel Lavezzi, substituto de Sergio Agüero na partida, bateu fraco, nas mãos de Diego Benaglio.
Aos 38 minutos, A Suíça teve uma chance de ouro: Shaqiri lançou Drmic, que saiu cara a cara com Romero. O atacante, no entanto, tentou encobrir o goleiro, pegou mal na bola e desperdiçou a chance mais clara da primeira etapa. Na volta do intervalo, o jogo ficou mais aberto, com a Argentina atacando mais, mas deixando espaços para o contra-ataque. O lateral-esquerdo Marcos Rojo voltou a se destacar: primeiro, obrigou Benaglio a fazer uma boa defesa aos 13 minutos. Pouco depois, ele cruzou na medida para Gonzalo Higuaín, que cabeceou nas mãos do goleiro suíço.
A Suíça recuou demais e deu espaços ao forte ataque argentino. Aos 22 minutos, Messi reapareceu no jogo: o craque recebeu na entrada da área, matou no peito e soltou um belo tiro, mas a bola passou raspando o travessão de Benaglio. O técnico Alejandro Sabella tirou Lavezzi para a entrada de Rodrigo Palacio e logo em uma de suas primeiras participações, o atacante da Inter de Milão se envolveu em um lance discutível. Messi recebeu na área, limpou a zaga e bateu forte. Benaglio espalmou para a frente e Palacio dividiu com Djourou. O argentino reclamou de ter sido empurrado pelo zagueiro suíço, mas o árbitro sueco Jonas ignorou o lance e a bola ficou com o goleiro suíço.
Os últimos minutos se transformaram em um verdadeiro massacre da Argentina e a Suíça foi se defendendo como pôde. Aos 43 minutos, Messi tentou repetir seus momentos de glória das partidas anteriores e enfileirou defensores na entrada da área. O craque, no entanto, passou a Palacio, que perdeu o domínio da bola. O jogo, então, foi para a prorrogação (a quarta das oitavas de final), e a Argentina seguiu pressionando. Messi cobrou falta e Palacio cabeceou, para nova intervenção de Benaglio. Em um dos poucos momentos de controle da bola da Suíça, a torcida brasileira gritou “olé” e irritou os atletas argentinos. Já na segunda etapa, Di María acertou um belo chute de fora da área, mas Benaglio parecia intransponível e fez mais uma defesa dificílima. Mas quando tudo indicava a mais uma decisão por pênaltis, Messi e Di María apareceram e decidiram. Aos 13 minutos, o camisa 10 puxou contra-ataque e serviu Di María. O meio-campista do Real Madrid bateu no cantinho de Benaglio e fez explodir a torcida argentina no Itaquerão. A Suíça ainda teve duas chances impressionantes: primeiro, a bola de Blerim Dzemaili acertou a trave de Romero, no último minuto da prorrogação. Já nos acréscimos, Shaqiri bateu falta da meia-lua, mas a bola acertou na barreira. Assim como fez contra Bósnia e Irã, a Argentina jogou mal, mas venceu. Agora só faltam três partidas. 

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