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O Parlamento sob Pressão: Gemeu.

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Na última segunda-feira vimos a Câmara Municipal de Salvador ser pressionada pelos adeptos do Candomblé.

Não entrarei no mérito da proibição do sacrifício de animais praticado pelas religiões africanas, particularmente acho um absurdo, uma situação completamente fora do contexto atual. Se fosse seguir o parecer exarado pela CCJ da Câmara Municipal, teria que concordar com a volta do mesmo sacrifício de animais praticado por seguidores de Jeová em todo Velho Testamento, Missas rezadas em Latim e de costas para os fies, como se fazia outrora na Igreja Católica.
O estranho foi a forma tácita, complacente como a Câmara Municipal cedeu às pressões. Transformando uma Sessão Ordinária em Especial, emitindo um Parecer da CCJ em 24 horas e o que é muito mais preocupante em se tratando do Parlamento: fugindo do Debate.
A Casa Parlamentar tem por dedicação precípua o debate, a troca de ideias e de posições que mantem vivo o espirito democrático. quando uma maioria, movida por interesses próprios, coaduna com este ou aquele fato apenas para satisfazer uma facção da população, o parlamento se denuda de sua essência.
Amanhã, outra categoria ou religião ocupara a Galeria da Câmara em busca de atenção para um pleito. Sob pressão, a Câmara mais uma vez se comportará como agora: Marcará Sessões Especiais as pressas, votará pareceres escritos de forma açodada e definirá uma posição sem o debate de ideias. Só Deus sabe!
O mais triste e que esta mesma Câmara se demonstra lenta e pouco ágil quando confrontadas sobre temas que, de fato, são imperiosos para a comunidade soteropolitana. Procrastina suas falas e se esconde sob o véu da burocracia das tramitações.
Fica a lição para todos aqueles que desejam ver suas demandas resolvidas de forma expressa: Aberta que ela geme!
Diereto ao Ponto, com Jorge Andrade

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