O Parlamento sob Pressão: Gemeu.

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Não entrarei no mérito da proibição do sacrifício de animais praticado pelas religiões africanas, particularmente acho um absurdo, uma situação completamente fora do contexto atual. Se fosse seguir o parecer exarado pela CCJ da Câmara Municipal, teria que concordar com a volta do mesmo sacrifício de animais praticado por seguidores de Jeová em todo Velho Testamento, Missas rezadas em Latim e de costas para os fies, como se fazia outrora na Igreja Católica.
O estranho foi a forma tácita, complacente como a Câmara Municipal cedeu às pressões. Transformando uma Sessão Ordinária em Especial, emitindo um Parecer da CCJ em 24 horas e o que é muito mais preocupante em se tratando do Parlamento: fugindo do Debate.
A Casa Parlamentar tem por dedicação precípua o debate, a troca de ideias e de posições que mantem vivo o espirito democrático. quando uma maioria, movida por interesses próprios, coaduna com este ou aquele fato apenas para satisfazer uma facção da população, o parlamento se denuda de sua essência.
Amanhã, outra categoria ou religião ocupara a Galeria da Câmara em busca de atenção para um pleito. Sob pressão, a Câmara mais uma vez se comportará como agora: Marcará Sessões Especiais as pressas, votará pareceres escritos de forma açodada e definirá uma posição sem o debate de ideias. Só Deus sabe!
O mais triste e que esta mesma Câmara se demonstra lenta e pouco ágil quando confrontadas sobre temas que, de fato, são imperiosos para a comunidade soteropolitana. Procrastina suas falas e se esconde sob o véu da burocracia das tramitações.
Fica a lição para todos aqueles que desejam ver suas demandas resolvidas de forma expressa: Aberta que ela geme!
Diereto ao Ponto, com Jorge Andrade

