Razões para a quebra das empresas

Deixando de lado as denominadas razões “clássicas” usualmente atribuídas à quebra de muitas empresas – dentre esses motivos podemos destacar a expressão genérica “má administração financeira” , notadamente o erro fatal de misturar o caixa da empresa com
as despesas pessoais dos sócios – vamos abordar aqui o que particularmente classifico como “os 15 erros fatais” que ainda vitimizam empresas em plena segunda década deste terceiro milênio. A eles, pois.
1) Erro da “onipotência tecnológica”, como achar que computadores podem resolver tudo. Antes de mais nada, computador não é tecnologia: é máquina. Várias empresas investem milhões na aquisição de hardware e softwares, mas seus métodos gerenciais ainda são da época do taylorismo (Teoria Mecanicista);
2) Erro de “suposição”. Algo é ou não é. “Parece ser” não vale na hora de boas tomadas de decisões. Por exemplo: preços de venda são de fato calculados de modo a que as margens de contribuição possam deixar resultados positivos no mês a mês?
3) Erro de “centralização”. Mesmo numa época de comunicação instantânea, em algumas empresas ainda ocorre a centralização nas mãos de uma única pessoa na hora “H” de tomar decisões e dar agilidade aos negócios;
4) Erro de “substituir o planejar pelo desejar” – infelizmente, muito comum na hora de se defiinirem os objetivos e as metas de vendas, quando, em vez de se elaborar um plano de negócios via números exatos como parâmetros mais seguros – posto que os mercados são sempre instáveis –, nessa ocasião apenas o “desejo de aumentar as vendas” é o que vigora;
5) Erro de confundir “velocidade com direção a ser seguida”. O mais importante nunca foi a velocidade em si mesma – o dinamismo sim –, mas a direção a ser seguida na gestão dos negócios;
6) Erro da “megalomania”. Quando alguns diretores, gerentes e donos se julgam a “quarta pessoa da Santíssima Trindade”, não dando ouvidos aos conselhos sensatos de membros da sua equipe sobre projetos e ações inconsequentes;
7) Erro de confiar cegamente na “tradição” da empresa/produto. Tradição é sinônimo de passado. Inovação é a palavra-chave sobre a qual toda a empresa tem de se preocupar nessa conjuntura ao estilo “aldeia global”;
8) Erro de “comunicação”: quando na empresa há excesso de reuniões e baixa conversação entre as equipes multiprofissionais;
9) Erro do “ativismo”: por falta de foco na logística operacional interna no dia a dia, todos correm feito baratas tontas o dia inteiro, mas os resultados são pífios ou inexistentes;
10) Erro “Gabriela”, ou seja, a síndrome do “eu nasci assim, eu sou assim, eu faço as coisas sempre assim” .
11) Erro “Pollyanna”, também uma síndrome, quando se compara o pior com o pior, como: “Nos meses de janeiro e fevereiro, em nosso ramo, ninguém vende nada”; “Estamos com as vendas em baixa, mas, no momento atual, quem não está”?
12) Erro de “procrastinação”. Deixar para fazer amanhã o que já deveria ter sido feito …. ontem;
13) Erro da “predestinação ou do fatalismo”!. “Deus quis assim!”. “Já estava escrito nas estrelas!”. “Foi bom passar por isso, assim aprendemos uma bela lição!”. Sem comentários.
14) Erro da famigerada “acomodação”. Neste particular, temos a execrável máxima: “Em
time que está ganhando não se mexe!”. Então, tá. Vai se mexer quando? Na hora em que o time estiver perdendo?
15) Erro do “milagre”, que é fazer tudo sempre do mesmo jeito e esperar resultados diferentes. Ou, numa linguagem matuta, “plantar abacaxi e esperar colher mamão com mel”.
Envidar esforços para que motivos “do século passado” não continuem a “quebrar” empresas com potencial para serem bem-sucedidas é o grande e contínuo desafio de todos os empreendedores sintonizados com os tempos modernos que ora vivemos.

