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Greve no Rio: PM confirma prisão de 59 policiais

O coronel da Polícia Militar Robson Rodrigues da Silva, chefe do Estado Maior Administrativo da corporação, confirmou na tarde desta sexta-feira que 59 PMs foram presos por crime militar ou transgressão disciplinar. Além disso, outros cem foram indiciados administrativamente e serão submetidos à corregedoria interna.
Dentre os presos, estão nove dos 11 líderes PMs do movimento grevista que tiveram mandados de prisão expedidos pela Auditoria da Justiça Militar. Os outros 50 policiais foram detidos administrativamente.
Mais cedo, representantes do movimento grevista informaram que 200 policiais haviam sido presos pelo mesmo motivo em Barra do Piraí, no interior do Estado. No entanto, até 14h a PM não havia confirmado a informação. Os presos aderiram à  greve de bombeiros, policiais civis e militares e inspetores penitenciários decretada na quinta-feira (9). 
Adesão maior no interior
Apesar da paralisação,  o clima é de aparente tranquilidade na cidade do Rio de Janeiro. A situação é mais problemática em cidades do interior, como Volta Redonda e Campos, onde um número maior de policiais aderiu ao movimento. Devido a isso, policiais do BPChoq (Batalhão de Choque) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram enviados para estas cidades.

Instrutores do Cfap (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças) denunciam que alunos ainda em formação também estão sendo enviados para reforçar o patrulhamento no interior.
O Corpo de Bombeiros informou que os atendimentos considerados de emergência não serão afetados pela paralisação. A Polícia Civil informou que o atendimento nas delegacias não foi afetado. Ao percorrer algumas delegacias, a reportagem do R7 flagrou policiais da Delegacia de Penha (22ª DP) orientando um homem vítima de roubo voltar outro dia para registrar queixa. Apesar casos graves ou de prisão em flagrante estavam sendo registrados nesta manhã.
O relações-públicas da PM, coronel Frederico Caldas, disse que a população do Rio de Janeiro pode ficar tranquila e que considera desnecessária a intervenção das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança. O oficial informou ainda que aqueles que se recusarem a trabalhar serão presos administrativamente. Pelo menos 14 haviam sido presos até as 13h30, entre eles alguns líderes do movimento grevista.
Os líderes do movimento grevista disseram que não querem acabar com o Carnaval do Rio e ressaltaram que ainda faltam oito dias para a festa, tempo suficiente para que as renegociações aconteçam.( R7 )

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