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É momento de reflexão. É momento de escolha. Não podemos errar

Todos nós sabemos que temos direito a uma saúde de qualidade, a uma educação plena, a transporte digno, a saneamento básico eficiente e a tantos outros serviços que garantem uma vida melhor em nossa cidade. Esses não são favores — são direitos assegurados ao cidadão e deveres do poder público.

Estamos nos aproximando de um momento crucial: o tempo de escolher aqueles que nos representarão na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados, no Senado, no Governo do Estado e na Presidência da República. É justamente nesse período que nossas cidades começam a receber visitas e mais visitas de candidatos e pré-candidatos.

Eles chegam com discursos prontos:
“Trouxe emenda para a saúde.”
“Destinei recursos para a educação.”
“Coloquei verba para o saneamento.”
“Levei asfalto, iluminação, obras.”

Mas é preciso deixar claro: isso não é favor. Isso é obrigação. As chamadas emendas são recursos públicos — são fruto dos nossos impostos. Não é dinheiro do bolso de nenhum político. É o dinheiro do povo, retornando ao povo por dever constitucional.

Por isso, é fundamental prestar atenção. Ouça os discursos, receba todos com respeito, mas analise com consciência. Desconfie das promessas cheias de glamour e dos projetos mirabolantes que aparecem apenas em período eleitoral.

Não adianta prometer saúde com ambulâncias se não há hospital funcionando.
Não adianta inaugurar escolas bonitas se faltam professores.
Não adianta falar em transporte digno se a população não tem mobilidade decente.
Não adianta anunciar saneamento se as famílias ainda vivem sem condições básicas de sobrevivência.

Avalie com cuidado.
Pergunte-se: quem já está no mandato merece ser reeleito? Cumpriu o que prometeu? Esteve presente além das emendas obrigatórias?

E aquele que retorna agora pedindo mais uma oportunidade — onde esteve nos últimos quatro anos? Lembre-se de quem prometeu transformar o município, disse ser filho da terra, se colocou como parte da comunidade, mas entregou apenas o básico do básico — aquilo que já era sua obrigação.

Política não se faz apenas com promessas. Política se constrói com compromisso, presença, responsabilidade e resultados concretos.

Também é preciso ter cuidado com os chamados “cabos eleitorais” que vendem ilusões, oferecem vantagens e fazem promessas que nunca serão cumpridas. O voto é seu. A decisão é sua. E as consequências também serão.

As eleições estão à porta. Este é o momento de maturidade.
O povo brasileiro precisa fortalecer sua identidade eleitoral, votar com consciência, com responsabilidade e pensando no coletivo.

Escolher bem não é apenas um direito — é um dever com o presente e com o futuro de toda a sociedade.

Visão Cidade

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