Na política: Usando o momento para serem vistos

Com a chegada do período pré-eleitoral, municípios que durante anos foram esquecidos por políticos profissionais e seus cabos eleitorais passam, de repente, a receber visitas constantes. Essas presenças momentâneas costumam acontecer em eventos diversos, onde, aproveitando-se da boa-fé da população que luta diariamente por dias melhores, muitos tentam se promover politicamente.
Por outro lado, surgem também cabos eleitorais que, sem histórico de serviços prestados, vivem apenas das redes sociais na tentativa de galgar um cargo eletivo em seus municípios. Suas ações, na maioria das vezes, não passam de tentativas vazias de afirmação de nome, sem resultados concretos para a comunidade.
Diante disso, é fundamental que eleitores e a população de cada município estejam atentos. Em períodos de pré-campanha e campanha, é comum observar um número excessivo de candidatos em determinadas zonas eleitorais — pessoas que nunca tiveram vínculo real com o município ou que aparecem apenas para explorar o momento político, junto de seus correligionários, em busca de votos.
O eleitor precisa estar vigilante. Nessas épocas, é comum encontrar políticos em aniversários, batizados, rodas de capoeira, rodas de samba, micaretas, carnavais, festas juninas, São João, São Pedro e até no aniversário da cidade. Figuras inusitadas surgem de forma imponente, mas que nada fizeram pelo município ou por sua população. Ainda assim, tentam transmitir a imagem de que poderão fazer algo no futuro, quando, na realidade, o único objetivo é conquistar o voto.
É preciso atenção também àquele vizinho que se diz amigo de determinado deputado e promete benefícios que nunca se concretizam. Muitas dessas promessas já foram feitas antes e jamais cumpridas.
Portanto, busque reconhecer sua verdadeira identidade eleitoral. Vote com consciência. Não vote movido por enganos, favores ou falsas promessas. Não permita que tentem conduzi-lo pelo caminho da ilusão.
Obs:A imparcialidade é um dever moral; ter lado exige coragem — e é virtude de poucos.
Visão Cidade


