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Alexandre Aleluia faz balanço do mandato e da Comissão de Ética

O vereador Alexandre Aleluia, presidente da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Salvador, fez um balanço dos trabalhos realizados ao longo de 2025. Segundo ele, o ano foi marcado por diversas intervenções da Comissão, todas conduzidas com atenção, responsabilidade e dentro da legalidade.

De acordo com o parlamentar, a maioria dos processos foi concluída, com arquivamentos e deliberações regulares. Apenas um procedimento permanece em andamento: o que envolve a vereadora Eliete Paraguaçu. Aleluia explicou que a defesa já foi apresentada e que, devido ao recesso do Legislativo, a continuidade da tramitação ficará para 2026, respeitando todos os prazos regimentais.

Além de avaliar os trabalhos da Comissão de Ética, o vereador também fez um balanço do seu mandato e confirmou que é pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026. Confira abaixo a entrevista completa concedida ao Visão Cidade.

Visão Cidade

Presidente da Comissão de Ética da Câmara de Salvador, como o senhor avalia o fechamento deste ano? Como andam os processos? Há algum pendente?

Alexandre Aleluia:
O ano de trabalho da Comissão de Ética foi intenso. É claro que a gente torce para que não haja demandas no Conselho, mas infelizmente tivemos algumas situações. Algumas foram resolvidas, outras resultaram em arquivamento.
Existe apenas um processo ainda em andamento. Recebi a defesa da vereadora Eliete Paraguaçu há cerca de uma semana, e o prazo regimental para análise é de dez dias. Como entramos hoje em recesso — é o último dia de votação do ano —, qualquer deliberação ficará para depois do recesso legislativo.

Visão Cidade

Sobre a aprovação dos projetos de lei, com vetos e acordos, o que de fato aconteceu?

Alexandre Aleluia:
Houve um acordo na Casa, mas foi um acordo informal. Não se tratou de uma sessão oficial de comissão ou algo semelhante. Existia um entendimento entre cerca de 15 a 20 vereadores. Algumas emendas foram de minha autoria, mas ao longo do tempo o texto acabou sendo modificado.
Eu costumo dizer que existem versões dos fatos, mas, no fundo, a verdade é uma só. A política é feita assim. Eu acredito muito no “fio do bigode”, na palavra e na reciprocidade.
Avaliei que minhas emendas poderiam melhorar o projeto, criando algumas travas ao Executivo. No entanto, como não houve aceitação por parte do secretário nem apoio suficiente da base, apresentar emendas sem respaldo seria apenas para marcar posição, sem efetividade prática. E isso, na minha avaliação, não faz sentido.

Visão Cidade

E quanto ao balanço do seu mandato como vereador?

Alexandre Aleluia:
Este foi um ano muito interessante para mim. Hoje, inclusive, é um dia importante, porque vamos votar um projeto que considero fundamental para a cidade: o marco legal que permite à Prefeitura fiscalizar os postes de Salvador.
Esse projeto define claramente a responsabilidade da concessionária de energia, a Coelba, sobre os postes, dando instrumentos para que o município possa fiscalizar com mais efetividade o emaranhado de fios que vemos em vários bairros.
Além de ser um problema estético, isso é uma questão funcional e de segurança. Há postes que chegam a cair por causa do excesso de fios, riscos de incêndio e até um problema social, com furtos de cabos para venda ilegal.
Esse marco legal coloca Salvador no mesmo patamar de cidades como Florianópolis, São Paulo e Feira de Santana, que já avançaram nesse sentido. Para mim, é um dos projetos mais importantes do meu mandato, e espero que seja aprovado.

Visão Cidade

Pensando nas eleições de 2026, o seu nome é cogitado para a Assembleia Legislativa ou para a Câmara Federal?

Alexandre Aleluia:
Sou pré-candidato a deputado federal. Não tenho escondido minha vontade de migrar para um novo partido, com o qual tenho afinidade. Na Bahia, esse partido passa por uma reformulação muito interessante, e enxergo boas perspectivas.
Ainda não houve uma conversa institucional formal, mas a legislação é clara: qualquer migração partidária precisa ocorrer dentro das regras, fora da janela, apenas com anuência do partido. No meu caso, a janela seria no final do mandato de vereador.
Atualmente faço parte do PL, mas essa decisão, tanto minha quanto do partido, pode ser tomada até o final de março.

Por: Otaciano Santos

Visão Cidade

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