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Propaganda eleitoral começa neste domingo: fique atento aos compromissos e às promessas dos candidatos

A partir deste domingo, 16 de agosto de 2026, começa oficialmente a propaganda eleitoral para as Eleições Gerais, colocando diante do eleitor brasileiro um dos momentos mais importantes do processo democrático: o período em que candidatas e candidatos poderão apresentar suas propostas, ideias, projetos e compromissos para o país.

A propaganda eleitoral estará permitida nas ruas e também na internet, dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É justamente a partir de agora que o eleitor precisa ficar ainda mais atento. Muitos dos nomes que estarão novamente nas urnas já são conhecidos da população. Há deputados buscando a reeleição e outros tentando conquistar um terceiro, quarto ou até mais um mandato. A legislação permite a candidatura à reeleição, mas cabe ao eleitor avaliar se aquele parlamentar realmente cumpriu os compromissos assumidos anteriormente.

Promessa de campanha não pode ser apenas discurso.

É importante observar o que foi prometido, o que efetivamente foi realizado e quais são as novas propostas apresentadas. O eleitor precisa comparar discursos com resultados, conhecer a trajetória dos candidatos e analisar de onde vêm suas propostas e como pretendem colocá-las em prática.

A eleição não deve ser apenas um momento de ouvir promessas. Deve ser também uma oportunidade para cobrar respostas.

Alternância de poder também entra no debate

Outro tema que merece reflexão é a própria estrutura do sistema político brasileiro. Especialistas e setores da sociedade defendem, há anos, mudanças nas regras relacionadas à permanência de agentes políticos nos cargos eletivos, incluindo discussões sobre reeleição e eventual estabelecimento de limites de mandatos para determinados cargos.

Esse debate, entretanto, depende de mudanças na legislação e, em alguns casos, na própria Constituição. A discussão envolve argumentos favoráveis e contrários e faz parte do debate democrático sobre renovação política e alternância de poder.

A ideia defendida por aqueles que apoiam maior renovação é que a alternância poderia ampliar a participação de novos nomes e permitir que diferentes grupos apresentassem suas propostas à sociedade.

Outro ponto frequentemente discutido é o voto obrigatório. Há setores que defendem que o voto deveria ser facultativo, enquanto outros entendem que a obrigatoriedade contribui para a participação da população no processo eleitoral. Também nesse caso, trata-se de um debate que envolve mudanças legislativas e constitucionais.

Salários, verbas e gastos públicos

Outro questionamento que aparece frequentemente no debate político é relacionado aos salários, verbas de gabinete, benefícios e demais despesas associadas aos mandatos eletivos.

Para uma parcela da sociedade, seria necessário estabelecer critérios mais rigorosos e compatíveis com a realidade econômica da maioria da população brasileira, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por famílias que vivem com rendimentos próximos ao salário mínimo.

A discussão sobre gastos públicos, portanto, não deve ficar restrita ao período eleitoral. O eleitor pode e deve acompanhar como o dinheiro público é utilizado e quais são os resultados entregues pelos representantes eleitos.

O que pode e o que não pode na campanha?

O início da propaganda eleitoral não significa que tudo esteja liberado. Existem regras específicas para propaganda na internet, utilização de alto-falantes, comícios, distribuição de material gráfico, carreatas, propaganda paga e impulsionamento de conteúdo.

Segundo o calendário oficial do TSE, a partir de 16 de agosto também passam a valer regras específicas para lives realizadas por candidatos, inclusive quando utilizadas para promoção pessoal ou de atos relacionados ao exercício do mandato.

O TSE estabelece ainda que, a partir dessa data, podem ser realizados comícios e utilizadas aparelhagens de sonorização dentro dos horários previstos na legislação. Também passam a ser permitidas caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico, respeitadas as regras eleitorais.

Na internet, a propaganda eleitoral é igualmente regulamentada. A circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral poderá ocorrer a partir de 16 de agosto até 1º de outubro de 2026, observadas as condições previstas na legislação.

Outro detalhe importante: a partir de 16 de agosto não será permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral, conforme as regras do TSE.

Também houve atualização das regras para as Eleições 2026 envolvendo conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial, incluindo exigências e proibições específicas previstas pelo TSE.

O eleitor precisa ficar atento

A campanha eleitoral começa, mas a responsabilidade pela escolha não é apenas dos candidatos. É também do eleitor.

É preciso ouvir, pesquisar, comparar e questionar. Não basta observar uma propaganda bonita, um discurso bem elaborado ou uma promessa apresentada nas redes sociais.

O eleitor precisa perguntar: o que esse candidato já fez? O que está prometendo agora? Como pretende realizar? Quanto vai custar? De onde virão os recursos? E, principalmente, quais compromissos assumidos anteriormente foram efetivamente cumpridos?

A democracia se fortalece quando o cidadão participa, fiscaliza e escolhe de forma consciente.

No dia da eleição, a decisão estará nas mãos do eleitor. Até lá, informação, fiscalização e conhecimento das propostas serão instrumentos fundamentais para uma escolha verdadeiramente livre e consciente.

Propaganda eleitoral começou. Agora, mais do que nunca, é hora de ficar atento aos discursos, às propostas e, principalmente, aos compromissos assumidos por cada candidato.

Acesse o Calendário Eleitoral das Eleições 2026

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