Evangelização

Libertando a mente através da cruz de Cristo

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão” (2 Coríntios 10:4-6).

Uma das causas mais malignas da paralisia espiritual é uma mente não renovada ou desprotegida.

Aprendemos, por meio de amargas experiências, que o principal objeto do adversário é a conquista da mente, por ela ser o meio mais importante que ele atinja seus objetivos.

Noventa por cento dos problemas dos filhos de Deus, tanto individuais como coletivos, são derivados de mentes não renovadas e carnais, ou de mentes desprotegidas que se tornam o parque de diversões do “príncipe das potestades do ar”.

Podemos destacar três aspectos de sua atividade mórbida:

(i) Em relação a Deus

(ii) em relação ao homem

(iii) em relação a nós mesmos.

Usando outras palavras para ilustrar esses três aspectos poderíamos dizer também: para cima, para fora e para dentro.

A Paralisia de um Conceito Mental Duvidoso para com o Homem

Nesta esfera, temos uma diversidade de sintomas infelizes. Cristãos, ainda que possuam um verdadeiro conhecimento de Deus e tenham trilhando uma caminhada verdadeira com Ele, acabam tornando-se vítimas de todo tipo de pensamentos a respeito dos outros:

juízos errados, preconceitos, criticas e imaginações.

Uma sugestão ardente e inextinguível é feita à mente, envolvendo-a imediatamente.

A consequência é a disseminação disso a outras mentes, resultando num fogo de devastação espiritual de severas proporções.

A atividade da nossa mente natural, à parte da verdadeira revelação do Espírito Santo, pode compreender: a observação, sugestão, interpretação, análise, descrição, insinuação, perspectiva; o “julgar segundo o que se vê e o que se ouve” (que é algo que o Senhor nunca faria), e o raciocínio da razão.

Todas essas atividades nos conduzem a um estado de aprisionamento, deixa-nos inflamados, desenvolvemos desafetos,
e não só com relação pessoa em questão, mas com todo o corpo, devido à quebra da lei do relacionamento espiritual.

Quando relacionamentos estão infectados, tornam uma ação coordenada e o funcionamento corporativo do corpo impossíveis.

Assim o objetivo do diabo é alcançado.

A Paralisia de uma Mente em Questionamento

Este é um perigo peculiar aos filhos de Deus que estão sendo severamente provados, e os espreita em momentos e situações de adversidade.

Uma dúvida é lançada em relação ao amor, a sabedoria, ao poder ou à fidelidade de Deus.

Poucos são os que passam por momentos difíceis sem ter a consciência deste espectro de tentação.

É difícil passar pelas águas profundas da provação, atravessar suas intensas labaredas sem proferir um “por quê?” para com Deus, ainda que seja nos mais íntimos pensamentos.

“Por que eu?”. “Por que sempre eu?”.

A ruína da raça humana resultou de uma aceitação de uma insinuação de Satanás de que Deus, afinal de contas, não era tão favorável ao bem-estar do homem; que havia algo que Ele estava retendo.

A desconfiança para com Deus tem sido sempre o golpe de mestre contra a lei primária da união com Deus – a fé.

Quando a semente de dúvida é plantada na mente, e a ela é permitido permanecer, não se passará muito tempo até que cada etapa da vitalidade espiritual seja paralisada:

a oração, a comunhão, a Palavra, o ministério, o serviço, o testemunho. Deus não pode fazer nada com aquele que duvida.

Nenhum homem é infalível e ninguém ainda ”obteve a perfeição”. Muitos homens piedosos precisaram se ajustar, seguindo um senso de necessidade, após Deus lhes haver concedido mais luz.

Bispo Cleonicio Filho

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