O Bahia chegou ao limite da tolerância — ou da intolerância — do seu torcedor
Com uma exibição caótica, muito abaixo do esperado, o time voltou a decepcionar quem esteve na Arena Fonte Nova, quem acompanhou pela televisão ou ouviu pelo rádio. Assim foi o jogo entre Bahia e Botafogo, em uma tarde/noite chuvosa em Salvador. Difícil de acreditar, mas ao mesmo tempo previsível diante do futebol apresentado pela equipe.
Mesmo com quase 25 mil apaixonados torcedores presentes no estádio, muitos deles pagando mensalmente o programa de sócio-torcedor e ainda desembolsando mais um check-in para apoiar o clube, o que se viu em campo foi mais um desastre. O resultado só não foi pior por conta das falhas grotescas do goleiro e do zagueiro do Botafogo, pois tudo levava a crer em mais uma derrota dentro de casa, diante da própria torcida.
É lamentável para um clube que se apresenta como uma SAF poderosa, com investimentos elevados e estrutura para montar um elenco competitivo e vencedor, viver eliminações precoces como a da Pré-Libertadores, desperdiçando inclusive a chance de disputar uma Sul-Americana. Depois disso, o time segue acumulando tropeços, derrotas e atuações sem brilho na competição que lhe restou.
Não cabe mais esse tipo de comportamento dentro de campo. O time demonstra falta de comando, tanto nas quatro linhas quanto no banco de reservas. O torcedor chegou ao seu limite. A paciência está acabando diante do que vem sendo apresentado jogo após jogo. Ainda existem aqueles que insistem em acreditar em uma reação, mas a situação se tornou extremamente preocupante.
O período que se aproxima precisa servir para ajustes urgentes, tanto na equipe quanto no comando técnico. O torcedor já não consegue mais esperar por mudanças que não acontecem. O elenco parece sem confiança e o treinador dá sinais de que perdeu a voz junto aos seus comandados.
No futebol, o que prevalece é resultado. Não existe mais espaço para o velho discurso de que “ainda há crédito pelo que já foi feito”. O crédito acaba no apito final. O próximo jogo já escreve uma nova história — e exige respostas imediatas.
Na noite chuvosa de ontem, a água que caiu na Fonte Nova não foi suficiente para apagar o fogo da indignação causado pelas péssimas atuações desse time. Pelo que vem demonstrando, se não houver uma transformação urgente, o Bahia corre sérios riscos de lutar apenas para não cair.
Visão Cidade



