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Disputa pela presidência da Assembleia divide a oposição

A disputa para a presidência da Assembleia Legislativa ainda terá muitos capítulos até fevereiro, e um deles é saber qual será a decisão da bancada de oposição na Casa, com ligações estreitas com os candidatos Marcelo Nilo (PDT) e Rosemberg Pinto (PT). Consta que os oposicionistas estariam divididos no apoio. Alguns preferem continuar no campo que já conhecem, outros acreditam na perspectiva de mudanças e apostariam nas propostas do petista.
Apesar de nos bastidores já ter se falado que a bancada estaria fechada com Nilo, o certo é que os parlamentares ainda não teriam chegado a uma conclusão. Segundo o líder da Minoria, Elmar Nascimento (DEM), que se despede do Legislativo estadual, já que se elegeu para a Câmara federal, eles estão elaborando um documento com o pleito de algumas questões, que será apresentado aos candidatos.
A ideia é conversar com todos para depois bater o martelo. “Tem gente querendo apoiar Marcelo e outros querendo apoiar Rosemberg. Vamos conversar para chegarmos a um consenso”, disse. Elmar informou que o deputado Bruno Reis (PMDB) ficará responsável por encaminhar esse documento e levar o diálogo adiante.
Além de Elmar saem da cena da Casa, em fevereiro, outros deputados experientes da oposição, como Paulo Azi (DEM), Carlos Gaban (DEM) e João Carlos Bacelar (PTN). Com isso, a finalização do jogo ficará em poder de uma bancada com posturas que ainda são desconhecidas, já que novos nomes irão compor o quadro.
Nos bastidores há interpretações de que a tendência maior seria caminhar com Nilo, que inclusive já se antecipou na conversa com os novatos. Rosemberg, embora seja um dos nomes do PT mais próximos dos oposicionistas, não conseguiria fechar total adesão.
Consta que o PT não consegue passar aos pares a confiança de que irá fazer uma gestão equilibrada, além disso, teme-se que o deputado possa ceder demais para o governador, principalmente nas questões onde pode se exigir sacrifício financeiro da Assembleia.
Deputados citam que Nilo, ainda que defenda muito o governo, respeita a oposição e já demonstrou altivez em algumas situações, quando houve necessidade de defender as reivindicações dos deputados para o governador Jaques Wagner (PT).
Teria surtido efeito também o fato de o PSD, com oito deputados, ter anunciado que vai marchar com o pedetista e o fato de o presidente estadual Everaldo Anunciação ter soltado uma nota, onde não deixa clara a candidatura de Rosemberg, quando o próprio que é líder do PT na Casa anunciou desde o final da eleição estadual o desejo de postular ao cargo.
Mas, há aqueles que consideram boas as perspectivas de negociação com Rosemberg, que segundo burburinhos, teria oferecido espaços na chapa, tal qual fez Nilo. O petista tem como um dos pontos positivos o empoderamento da Mesa, descentralizando as decisões das mãos do presidente. Entretanto, Elmar rejeita se as conjecturas favorecem a um ou a outro. “Não há tendências. Vamos conversar para que não haja defecções”, disse.
O deputado Bruno Reis (PMDB) diz que a bancada vai ouvir os candidatos sobre algumas premissas. Segundo o peemedebista, o documento será homologado em reunião na próxima segunda-feira. Nele vai ser reivindicado que seja mais célere o processo de funcionamento, em canal aberto, da TV Assembleia; distribuição das atribuições para demais membros da mesa diretora; só modificar o regimento se houver unanimidade; definir procedimentos para aprovação de projetos de iniciativa dos deputados.
“A bancada vai tomar a decisão em conjunto, prevalecendo a vontade da maioria. Estamos afunilando o processo de escolha. Vamos ouvir as candidaturas postas e em seguida decidirmos sobre qual será o melhor para comandar a Casa nos próximos dois anos”, frisou Bruno.(TB)

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