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Desafio para o novo ministro da Fazenda é virar o jogo de expectativas

No relatório Focus, o crescimento de 2014 foi revisto para baixo, em 0,2%, como também houve com 2015, agora em 0,8%. A inflação para o ano que vem também está prevista para o teto da meta, em 6,4%. No sentimento do mercado, 2015 está muito parecido com 2014.
O mercado financeiro consegue fazer projeções de curto prazo. O anúncio da nova equipe econômica ou qualquer outra novidade pode fazê-los mudar as projeções nas próximas semanas. O mercado, muito otimista no começo de 2014, foi tentando encontrar a realidade revendo as previsões.
O juro terminaria o ano em 11,5%, de acordo com a mediana do Focus, o que significa mais uma alta ainda esse ano.
O dólar, na expectativa dos agentes, terminaria 2015 (R$ 2,6) mais valorizado do que esse ano (R$ 2,5) pelo possível aumento do juro nos EUA, mas também por pressões específicas do Brasil. Lá, eles devem subir a taxa, com a recuperação da economia. O dólar mais alto impacta a inflação aqui. No nosso lado, há a queda na cotação das commodities que significa menos dólares entrando no país. Na economia, nada é linear.
Por ora, os bancos e consultorias consultados pelo Focus acham que 2015 será mais do mesmo. Está aí um desafio para quem ocupar a cadeira de ministro da Fazenda: mudar o jogo de expectativas.

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