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A semana em que a Petrobras foi o destaque do noticiário

Petrobras foi notícia durante toda a semana — A empresa dominou a semana, que começou com a repercussão da reunião inconclusa do Conselho de Administração, na sexta-feira passada. A auditoria PwC se recusou a aprovar o balanço da empresa se o presidente da Transpetro não fosse afastado, Sergio Machado. Ele é acusado de pagar R$ 500 mil para o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em um esquema para direcionar licitação de contratação de navios. Na segunda-feira, Machado se afastou. A reunião continuou na terça-feira, durou nove horas, e terminou sem que o balanço do terceiro trimestre fosse divulgado, o que só vai acontecer no limite do calendário, em 14 de novembro. Na quarta-feira, a companhia negou que a PwC tivesse se recusado a aprovar o balanço e que o conselho era a favor de manter a tabela dos combustíveis. Na quinta-feira, a direção anunciou um aumento de 3% na gasolina e de 5% no diesel feito sob medida para caber na inflação máxima de 6,5% no fim do ano.
Inflação — nesta sexta-feira foi divulgado o IPCA de outubro. Em 0,42%, ele é menor do que a inflação do mês passado, de 0,57%, mesmo aumento registrado em outubro de 2013. Em 12 meses, o indicador está em 6,59%, ainda acima do teto da meta. Em novembro teremos mais pressões: dólar, energia elétrica e gasolina.
Balança comercial — na segunda-feira, foi divulgado o resultado do comércio exterior em outubro: déficit de US$ 1,1 bi, o pior da história para o mês. No ano, o déficit é de US$ 1,8 bi. A cotação das commodities em queda fez os volumes exportados de soja e de minérios caírem 40% e 37%, respectivamente. Pior do que o déficit comercial é a queda na corrente de comércio: exportações e importações recuaram, mostrando uma atividade econômica mais fraca.
Atividade — a produção industrial frustrou expectativas e recuou 0,2% em setembro, frente a agosto. Foi o sétimo recuo em nove meses do ano. Os bens intermediários foram os responsáveis pelo recuo, com queda de 1,6%. No recorte anual, a queda da atividade industrial ficou em 2,1%.
A volta de Aécio ao Senado – Com um discurso forte e muitos aplausos o senador Aécio Neves voltou ao Senado, denunciou uma campanha de mentiras, e prometeu uma oposição incansável.
Dilma falou aos grandes jornais — A presidente Dilma deu entrevista na quinta-feira para os principais jornais do país e falou em controle dos gastos e da inflação, reconhecendo problemas negados durante a campanha. A escolha dos ministros fica para depois da volta do G-20 na segunda quinzena de novembro.
Novo indexador — o Senado aprovou o projeto de lei que altera o indexador das dívidas de estados e municípios de maneira retroativa. Se for sancionada pela presidente, vai diminuir o endividamento desses entes federativos em R$ 59 bi. A conta vai para o Tesouro.
Ipea admite enfim o aumento dos muito pobres — o instituto, que liberou as análises sobre a Pnad de 2013 somente após as eleições, confirmou que o número de miseráveis aumentou no ano passado. São 4 milhões de brasileiros vivendo com menos de R$ 70 por mês, mais 371 mil pessoas entraram no grupo no ano passado. Foi a primeira vez desde 2003 que houve aumento no número de miseráveis, reflexo da inflação alta e do crescimento baixo. 
Desemprego — a Pnad Contínua mostrou queda do desemprego no segundo trimestre, mas o número é dois pontos percentuais acima do índice que estamos acostumados a ver. Ficou em 6,8%. A desocupação de mulheres é de 8,2%. Mas o que causa espanto é mesmo o desemprego de jovens 15,3%.
Ata do Copom indica que juros podem continuar a subir — na reunião que decidiu pelo aumento do juro para 11,25%, na semana passada, o BC reconheceu os efeitos inflacionários do gasto excessivo do governo e da alta do dólar.
Dólar — começou a semana em R$ 2,47 e hoje estava sendo cotado a R$ 2,58, alta de 4,5%.
EUA — houve eleições legislativas e os republicanos fizeram a maioria das cadeiras também no Senado e ampliaram a vantagem na Câmara, impondo uma derrota ao governo Obama. Mas a economia americana vai muito bem. A recuperação econômica puxa a geração de empregos, que em outubro foi de 217 mil vagas, o 56º mês de crescimento seguido. A taxa de desemprego foi a 5,8%.

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