Bola de neve do setor elétrico aumenta

O subsídio às empresas de energia será retirado, avisou o governo ontem. É um recuo já que reduz a provisão para gastos com a Conta de Desenvolvimento Energético afim de cumprir com a palavra de economizar 1,9% do PIB. Essa conta existe para ajudar as empresas em circunstâncias especiais, se esses R$ 4 bi do Tesouro não forem aportados, quem vai pagar seremos nós. É mais um floco que se junta à bola de neve de problemas do setor elétrico.
O custo maior com a compra de energia feita pelas distribuidoras no mercado à vista, em 2013, já está aparecendo na conta de 2014. O ano de atraso é uma regra do setor. E como as compras persistem, os aumentos na tarifa vão continuar pelo próximo ano. Mas a novidade anunciada ontem começará a ser cobrada já nos próximos meses.
Cada distribuidora tem uma data de aniversário para corrigir sua tarifa. A carioca Light, por exemplo, reajusta em novembro. É o lado mais novo da bola de neve. Empréstimos do Tesouro, dívidas das empresas e agora a medida para melhorar o superávit são assuntos que carecem de uma explicação sincera por parte do governo, que não esclarece o real tamanho da confusão elétrica.
Quanto vai custar ainda não sabemos. Mas teremos de economizar, senão o custo vai pesar. Essa bola de neve vai bater no nosso bolso.
Por Míriam Leitão


