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ONU acusa Estados Unidos de fornecer armas a Israel

Os Estados Unidos forneceram “artilharia pesada a Israel” e “gastaram bilhões de dólares para criar uma proteção contra os mísseis em benefício de cidadãos israelenses e não palestinos”, denunciou nesta quinta-feira (31) a alta comissária das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Navi Pillay, em Washington.
Hamas e Israel “cometeram graves violações contra os direitos humanos, que podem constituir crime de guerra”, disse Pillay. 
Ainda de acordo com ela, Israel viola “deliberadamente” o direito internacional com ataques contra a população da Faixa de Gaza. 
Pillay condenou ações contra casas, escolas, hospitais e centros da ONU. “Nenhum destes ataques parecem casuais”, concluiu.
Ofensiva
O Exército israelense mobilizou 16 mil reservistas, anunciou hoje, dia 31, um porta-voz militar. A medida eleva o número de convocados para 86 mil em meio à ofensiva na Faixa Gaza.
De acordo com uma emissora estatal israelense, a decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho de Segurança após uma reunião de cinco horas quando decidiram dar continuidade aos ataques contra Gaza.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por sua vez, advertiu que “com ou sem o cessar-fogo, Israel destruirá todos os túneis que ameaçam seus cidadãos”.
Hamas usa passagens pode debaixo da terra para furar o bloqueio imposto a Gaza. Autoridades israelenses alegam que com os túneis, eles obtém armamentos e objetos usados na fabricação de bombas.
Cerca de três semanas após o início da ofensiva, ao menos 1.363 palestinos foram mortos até o momento e mais de 7.600 estão feridos, apontaram autoridades de Gaza.
Abbas
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, chamou a Faixa de Gaza de “zona de desastre” e pediu à comunidade internacional que proteja e ajude a população local.
(DCI)

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