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Ex-funcionários da Barramar prometem impedir a saída de ônibus da empresa

Revoltados com a demora na recontratação acertada em acordo no Tribunal Regional do Trabalho no início do mês, ex-funcionários da empresa Barramar ameaçam interromper o funcionamento das estações Pirajá e Mussurunga na próxima terça-feira (1º), caso todo o contingente não seja relocado.
Cerca de 60 trabalhadores estiveram na manhã de ontem (26), na antiga sede da empresa de transporte na tentativa de serem ouvidos pelos empresários da Barramar, no entanto, não foram recebidos. Eles alegam quebra do contrato firmado entre a categoria e os sindicatos das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps) e dos Rodoviários.
Na “lista dos esquecidos” estão despachantes, manobristas e profissionais de trabalho interno e administrativo. Também há motoristas e cobradores, mas em menor número.
Sem uma liderança que fale pela categoria, o grupo afirma que, caso a reunião marcada para a próxima segunda-feira entre o Setps e o sindicato não resolva o problema, as estações de ônibus da cidade serão paralisadas e com o apoiode toda a categoria. “Nossos colegas estão com a gente, sabem da nossa dificuldade. Na próxima semana vai completar um mês de baixa na nossa carteira. Um mês sem trabalho”, desabafa o despachante Ivan Santos.
Além do grupo dos “sem-empresa”, também há profissionais que já estão vinculados a outras redes de transporte, no entanto, continuam sem trabalhar. “Tem pais de família que tinham mais de 20 anos de trabalho e agora estão em casa, porque quando chegam para trabalhar são orientados a aguardar a convocação da empresa”, conta o manobreiro Cosme Luis da Silva.
Os rodoviários que ainda não foram relocados contam que, no acordo firmado com o sindicato patronal, eles abriram mão de receber o aviso prévio, indenização e seguro-desemprego, mediante a recontratação imediata por outras empresas de ônibus, o que não ocorreu com todo o contingente da Barramar. “Ainda fomos alertados de que quem não aceitasse o acordo teria dificuldade de encontrar emprego nas outras empresas”, afirmou um motorista que preferiu não se identificar. 
O assessor de Relações do Trabalho da Setps, Jorge Castro, confirmou a reunião na próxima segunda-feira (30), com representantes do Sindicato dos Rodoviários para tratar do assunto. Castro minimiza a situação, justificando a demora na recontratação a fatores burocráticos. Segundo ele, a Barramar dispensou mais de 1.200 profissionais e a relocação de todo o contingente demanda tempo. Garante ainda que até o final do mês, todo o efetivo estará empregado, embora conteste o número dos “sem-empresa”, divulgado.
Já o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio dos Santos Primo, garantiu que nenhum trabalhador da categoria será dispensado, exceto por vontade própria. “A maior dificuldade neste momento é a relocação dos trabalhadores internos, porque as empresas já tinham o seu próprio contingente”, explicou o sindicalista.
Ele diz ainda que o direcionamento da maioria dos motoristas e cobradores aconteceu de maneira mais tranquila pelo fato de as empresas demandarem a mão de obra, já que houve o aumento das linhas atendidas na cidade.  Assim como o representante de Setps, Primo diz acreditar que a reunião marcada para o dia 1º deve dar um fim à dúvida dos trabalhadores.(Tribuna)

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