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Brasil ‘não aguenta’ apropriação do estado por tempo de TV, diz Campos

Um dia após ser confirmado candidato do PSB à Presidência, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos voltou a criticar neste domingo (29) as trocas feitas no primeiro escalão do governo Dilma Rousseff para atender às pressões de aliados. Ao ressaltar que, se eleito, pretende manter parte dos programas da administração federal, Campos afirmou que mudará pontos que, segundo ele, o país “não aguenta mais”, como políticos “se apropriando do estado” em troca de tempo de televisão na campanha eleitoral.
“Em diversos aspectos da vida brasileira perdemos qualidade [durante o governo Dilma]. Por isso, o Brasil quer mudar. Mas o Brasil não quer mudar desmanchando as coisas boas, como o Bolsa Família, o Prouni, o Minha Casa, Minha Vida. O Brasil quer mudar o que está errado, como políticos se apropriando do estado brasileiro às vesperas de eleição em troca de tempo de televisão. É isso que o Brasil não aguenta mais”, disse Campos a jornalista ao final de encontro do PSB que elegeu o novo diretório do partido.
Na última quinta-feira (26), Dilma transferiu o ex-governador da Bahia César Borges do comando do Ministério dos Transportes para a Secretaria de Portos para satisfazer reivindicação de dirigentes do Partido da República (PR). O partido aliado ameaçava deixar a base governista para apoiar o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, caso não obtivesse mais participação no Executivo.
Durante a convenção que chancelou sua candidatura ao Palácio do Planalto, neste sábado (28), Eduardo Campos já havia desferido críticas indiretas à troca ocorrida na última semana no Ministério dos Transportes  Sem mencionar diretamente o governo Dilma, ele ironizou a mudança na Esplanada dos Ministérios para garantir o apoio do PR na eleição de outubro.
“Vamos articular uma governabilidade ficha limpa. Vamos unir as melhores pessoas e partidos que estejam dispostos a somar honestamente forças pelo Brasil. Precisamos e vamos romper a velha política, reforçada nos últimos dias pela dança de ministérios”, disse o ex-governador pernambucano no evento deste sábado.
“Conosco vai acabar essa história de suga-suga. Tem gente que acha isso bonito. Isso é inaceitável. O povo trabalhador e cumpridor de deveres exige respeito. Vamos desgrudar esses sanguessugas dos cofres públicos”, completou.
(G1)

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