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Alemanha supera retranca da Argélia, vence na prorrogação e está nas quartas

Sem marmelada e sem zebra, mas não sem dificuldade, a Alemanha garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo ao vencer a Argélia por 2 a 1, nesta segunda-feira, em Porto Alegre. Após empate por 0 a 0 no tempo normal, Schürrle e Özil marcaram os gols da vitória na prorrogação, e Djabou descontou.
O encontro foi o segundo entre as duas seleções em Copas, dessa vez com o resultado invertido. Em 1982 foi a surpreendente Argélia  que venceu por 2 a 1, pela fase de grupos, e ficou em ótima situação para se classificar. Mas acabou eliminada graças à vitória da Alemanha por 1 a 0 sobre a Áustria na última rodada, placar até hoje sob desconfiança porque levou os dois europeus adiante e eliminou os africanos.
Dessa vez, embora com placar inverso, o desfecho foi o mesmo: a Alemanha é quem se classifica e enfrenta a França na sexta-feira, às 17h, no Maracanã.
Ataque e contra-ataque
Como o restrospecto não entra em campo, a Argélia assumiu sua desvantagem e adotou uma estratégia acertada no Beira-Rio: trancar-se na defesa com dez homens e explorar os contra-ataques. Já a Alemanha, no seu papel de favorita, usou oito jogadores para atacar e deixou os dois zagueiros para lidar com o isolado atacante Slimani.
Assim, a Argélia levou perigo sempre que conseguiu roubar a bola na defesa, a ponto de Neuer ter atuado quase como líbero, invariavelmente forçado a sair da área para trabalhar com os pés. E dessa forma salvou o time em dois bons ataques argelinos que poderiam levar perigo. Num terceiro, o goleiro deu sorte: Ghoulam entrou por trás da defesa, invadiu a área e bateu cruzado com perigo.
Com muito mais posse de bola, mas sem espaço, a Alemanha não teve pudor para chutar de fora da área. O goleiro M’Bolhi até foi bem e fez três defesas complicadas, mas não segurou nenhuma. Nas duas primeiras, em chutes de Schweinsteiger e Özil, não houve perigo no rebote. Na terceiro, em chute de Kroos, Götze pegou a sobra na cara do goleiro e quase marcou.
Termômetro amigo
Numa Copa marcada pelas altas temperaturas, levando ao desgaste físico excessivo dos atletas, os 14º C registrados em Porto Alegre durante a partida vieram bem a calhar para as duas seleções. Tanto que alemães e argelinos praticamente não denunciaram cansaço e conseguiram manter a pegada no segundo tempo.
Insistente nos chutes de fora da área, a Alemanha teve a melhor chance com Lahm, que forçou o goleiro argelino a se esticar e desviar uma bola que tinha destino certo. E a Argélia, emboa não tenha chegado com o mesmo perigo, continuou veloz e insinuante nos contra-ataques, com Neuer mais acionado com os pés do que com as mãos.
Quando resolveu mudar seu jogo, a Alemanha quase marcou. Aí surgiu M’Bolhi, que teve sorte num chute de Müller dentro da área, para fora. E foi extremamente competente ao espalmar uma cabeçada à queima-roupa do mesmo alemão após cruzamento da direita.
Cena patética
Thomas Müller protagonizou o lance mais curioso da Copa até aqui numa tentativa de cobrança de falta ensaiada. Quando foi sua vez de pular a bola, o atacante caiu sozinho, saiu engatinhando por alguns centímetros e divertiu o público, até então decepcionado com a falta de gols.
Sai fora, zebra
Depois de tanto resistir no tempo normal, a Argélia finalmente foi vencida no começo da prorrogação. O que, aliás, fez justiça ao melhor futebol alemão durante todo o jogo. Aos 2 minutos, Müller avançou pela esquerda e cruzou para Schürrle, que desviou no primeiro pau e abriu o placar.
Nos minutos finais, com os dois times esgotados, as defesas se abriram. Primeiro, Özil marcou o segundo gol alemão depois de um bombardeio ao gol adversário. Na sequência, Djabou descontou pegar de primeira, no segundo pau, após cruzamento da direita. Mas já era tarde.
(IG)

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