Caixa retira propaganda do ar com medo da Justiça Eleitoral

A Caixa Econômica Federal teve que retirar hoje do ar uma propaganda em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A campanha, que entrou no ar ontem, enaltece diversas conquistas femininas ao longo da história: o direito de votar, se candidatar e a entrada no mercado de trabalho.
Até aí, sem problemas. A questão é que no final do comercial fica nítida a relação subliminar que se faz com a chegada de Dilma Rousseff à Presidência.
Fotos de várias pioneiras em seus meios são apresentadas ao telespectador: Aurora Gouveia, a primeira mulher bancária; Carlota Queiroz, a primeira mulher deputada; Theresa Tang, a primeira mulher juíza e Rachel de Queiroz, a primeira mulher na Academia Brasileira de Letras….
Só faltou, bem, só faltou Dilma, mas neste ponto do comercial qualquer criança de cinco anos já preencheu essa lacuna mentalmente.
Só faltou, bem, só faltou Dilma, mas neste ponto do comercial qualquer criança de cinco anos já preencheu essa lacuna mentalmente.
A Secom notou que o comercial poderia causar problemas com a Justiça Eleitoral e a propaganda feita pela BorghiLowe saiu do ar.
A diretoria de marketing do banco, que bancou a ida da peça ao ar, foi contra o veto do governo federal. Mas o bom senso prevaleceu, ainda que com o desgaste de o comercial ter ido ao ar.
(Veja)

