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Eliete Paraguassu destaca reconhecimento das marisqueiras

Celebrado em 26 de julho, o Dia Municipal das Marisqueiras marcou, pela primeira vez, uma data oficial dedicada ao reconhecimento das mulheres que vivem da pesca artesanal e da mariscagem em Salvador. A declaração é da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), que comemora a Lei nº 9.932/2026, a partir de projeto de sua autoria. A iniciativa busca dar visibilidade à contribuição histórica das marisqueiras para a segurança alimentar, a preservação dos manguezais e a manutenção dos saberes tradicionais dos povos e comunidades pesqueiras e quilombolas.

Como diz a vereadora, a data foi criada para chamar a atenção para os desafios enfrentados diariamente por essas trabalhadoras, que seguem produzindo alimento, movimentando a economia e protegendo os ecossistemas costeiros, enquanto convivem com a falta de políticas públicas, a degradação ambiental, a contaminação das águas e os impactos do racismo ambiental.

Para Eliete Paraguassu, primeira vereadora quilombola de Salvador, marisqueira e pescadora artesanal, reconhecer oficialmente essa categoria é também reconhecer uma dívida histórica da cidade com as mulheres das águas.

“As marisqueiras sustentam famílias, preservam os manguezais e mantêm viva uma tradição ancestral. Reconhecer esse trabalho é importante, mas o nosso compromisso precisa ir além das homenagens. É preciso garantir direitos, proteger os territórios e assegurar condições dignas para quem vive da economia das águas”, afirma.

Conhecimento

Transmitido entre gerações, o trabalho das marisqueiras reúne conhecimentos sobre os ciclos das marés, o manejo sustentável dos recursos naturais e a relação de cuidado com os manguezais. “Esse modo de vida é parte da identidade cultural de diversas comunidades tradicionais de Salvador e desempenha um papel fundamental na conservação ambiental e na produção de alimentos”, diz a vereadora.

Para Eliete Paraguassu, apesar dessa importância, as marisqueiras seguem sem direitos básicos garantidos, enquanto seus territórios são ameaçados pela expansão de grandes empreendimentos, a poluição dos estuários e a destruição dos manguezais.

“Ao instituir o Dia Municipal das Marisqueiras, Salvador reconhece essas mulheres como protagonistas na defesa dos territórios e da soberania alimentar. A luta agora é que a data fortaleça políticas públicas de proteção e justiça para quem faz da maré seu trabalho e seu modo de vida”, diz a vereadora.

CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR 

(Foto: Visão Cidade)

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