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O perigo de não vacinar as crianças

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O americano Seth Berkley, 56 anos, é uma das autoridades em imunização no mundo. Médico especializado em doenças epidemiológicas e saúde pública internacional, ele é o presidente da Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi Alliance), uma parceria público-privada que financia o fornecimento de vacinas a preços reduzidos para os 73 países mais pobres do mundo.

Desde que foi lançada, em 2000, a Gavi Alliance já imunizou 288 milhões de crianças, evitou mais de 5 milhões de mortes e ampliou a cobertura vacinal mundial de 73% para 83%. Até 2020, a organização pretende salvar mais de 10 milhões de vidas e prevenir mais de 200 milhões de casos de doenças.

Berkley trabalhou como epidemiologista em 25 países, incluindo o Brasil, onde estudou um surto de febre purpúrica e outras doenças tropicais, nos anos 1980. Em 1996, ele fundou a maior iniciativa mundial para o desenvolvimento da vacina contra a aids, a International Aids Vaccine Initiative (Iavi), que presidiu por quinze anos. 
É o médico quem vai coordenar a distribuição da primeira vacina brasileira para exportação, anunciada em outubro de 2013. Cerca de 30 milhões de doses anuais contra rubéola e sarampo serão produzidas por meio de uma parceria firmada entre o laboratório Bio-Manguinhos, a Fundação Oswaldo Cruz e a Fundação Bill & Melinda Gates.
Berkley vê uma diferença entre como as vacinas são recebidas nos países miseráveis onde a Gavi atua e nas nações ricas do Ocidente. Enquanto pessoas sem acesso à saúde fazem de tudo para chegar a um posto de vacinação, uma camada da população de países desenvolvidos escolhe não vacinar seus filhos.
(Veja)

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