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Cabelo será usado em antidoping

Exames de sangue e urina podem não ser suficientes na luta contra o doping. Por isso, fios de cabelo serão incluídos para detectar atletas trapaceiros. Esta foi a principal notícia divulgada pelo novo presidente da Associação Mundial Antidoping (WADA), Craig Reedie, que assumiu o cargo nesta quarta-feira. Um fundo de 10 milhões de euros (R$ 32 milhões) criado pelo Comitê Olímpico Internacional será investido em novas tecnologias. Resíduos de drogas permanecem por mais tempo nos cabelos do que no sangue e na urina. 

– Nós testamos em sangue e urina, mas agora vamos focar abordagens diferentes, como por exemplo um fio de cabelo. É algo muito empolgante, que no passado teria um custo muito alto – disse Reedie ao jornal “The Guardian”.  

Ex-presidente da Associação Olímpica Britânica, Reedie quer a contribuição de governo de vários países para o fundo, chamou de ingênuo quem crê no desaparecimento do doping e pediu para que escândalos como o de Lance Armstrong sejam esquecidos para que se olhe para o futuro.  

– A maioria desses incidentes aconteceu há mais de dez anos. Foi uma história sensacional, mas acho que precisamos seguir em frente, e rápido. Há muito mais a ser feito, muito mais batalhas a serem enfrentandas.

A falta de um laboratório credenciado pela WADA no Brasil, durante a Copa do Mundo, não preocupa tanto Reedie. Sem o Ladetec, que teve a credencial revogada, os cerca de 600 exames serão mandados para a Suíça. 

– A logística é mais complicada, mas não impossível. São entre 600 e 700 testes, a não 6 mil como ocorre em uma Olímpiada. Só é preciso ter certeza que haja um sistema no qual as amostras sejam enviadas à Suíça imediatamente.. 
(Globo Esporte)

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