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Geddel diz que seu grupo pode atrair partidos da base

Sinalizando que está cada vez mais sólida a sua pré-candidatura ao governo baiano nas eleições de 2014, pelo grupo de oposição, o presidente estadual do PMDB, Geddel Vieira Lima, revelou ontem que está intensa a articulação política, com fortes possibilidades de atração de partidos da base, que estariam insatisfeitos com os caminhos tomados pela gestão no estado.
“Estou conversando tanto com os aliados tradicionais que estão caminhando para um projeto futuro, como também com partidos da base do governo que acham que deve haver mudanças na Bahia, que acham que esse governo que está aí já deu o que tinha de dar. Virão surpresas”, disse em confraternização com jornalistas, ontem, no Hotel Pestana, Rio Vermelho. O líder peemedebista transmitiu confiança, em relação à possível liderança da chapa oposicionista no próximo ano. Ele repetiu que vai aguardar o posicionamento oficial do líder do processo no grupo, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), fato que deve acontecer após o Carnaval.
Geddel enfatizou ainda o objetivo de montagem de uma chapa com potencial e densidade eleitoral. Perguntado pela reportagem da Tribuna sobre o nome para o Senado, o ex-ministro admitiu que esse ponto deve ser bem articulado. Nas outras composições está o vice-governador Otto Alencar (PSD), que seguirá com o candidato do governador Jaques Wagner (PT), o secretário Rui Costa (PT) e a ex- ministra do STJ Eliana Calmon (PSB), que será postulante ao Senado na chapa de Lídice da Mata (PSB). “Evidente que essa responsabilidade nós temos. Só serei motivado a seguir se tiver companheiros motivados e com competitividade”, frisou.
Aliança federal PMDB/PT é cogitada
Defensor há algum tempo de que o PMDB busque espaço com independência, o dirigente do PMDB estadual citou as “dificuldades” do partido em se manter na aliança com o governo federal. Prestes a sair do cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel (entregou em setembro uma carta com pedido de demissão e aguarda publicação no Diário Oficial nos próximos dias) acredita na possibilidade “concreta, pelo ritmo que vai, de não renovação da aliança PMDB-PT em junho de 2014”.  Caso isso não aconteça, a Bahia, segundo ele, não será o único estado na contramão do PMDB nacional. “Tem dificuldades no Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul”.
O ex-ministro mostrou a disposição mais uma vez de caminhar com o pré-candidato da oposição à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB). “Se for esse o caminho, não terei dificuldades. Devo estar saindo do governo nos próximos dias”, disse, acrescentando que seriam “novos rumos, caminhos e alianças para a sociedade”.
O líder peemedebista sinaliza que tem relações positivas com o PSB, embora deixe claro que a candidatura de Lídice está atrelada ao governo baiano. Em seu microblog twitter, Geddel disse que recebeu ligação do presidente nacional do PSB, pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos. Segundo Geddel, ele e o governador pernambucano que esteve em Salvador para participar da filiação de Eliana Calmon conversariam depois. Apesar de estarem em campos opostos, o PSB e o PMDB formam bloco na Assembleia Legislativa da Bahia.
Na presidência do PMDB, Geddel disse ontem que tem preparado o partido para as eleições. “Estamos estruturando o PMDB tanto na capital, quanto no interior, reforçando o PMDB Jovem, o PMDB Mulher e a Fundação Ulysses Guimarães com vários seminários sobre muitos temas. Estamos satisfeitos com o rumo do partido”. Na capital baiana, o deputado estadual que se filiou este ano preside a sigla.

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