Tablets “baratinhos” fazem mercado crescer 150% em um ano no Brasil

Apesar de já estarem no Brasil há dois anos, com a chegada do primeiro iPad , a maior parte dos brasileiros ficou um bom tempo sem colocar as mãos em um tablet, principalmente por causa do preço alto. No último ano, porém, a situação mudou: com a chegada de tablets com telas menores de 7 polegadas e fabricados por empresas nacionais ou menos conhecidas, as vendas deslancharam em todo o País.
Só no segundo trimestre de 2013, de acordo com a consultoria IDC Brasil, os fabricantes venderam 1,9 milhão de tablets no Brasil. O número representa um crescimento de 151% em relação ao total comercializado no País no mesmo período do ano passado. Os tablets de baixo custo, porta de entrada da maioria dos brasileiros para a nova categoria de dispositivos, representaram 38% do total de produtos vendidos no segundo trimestre.
“Existe uma grande variedade de modelos na categoria com preço abaixo de R$ 500, mas a maioria tem tela de 7 polegadas, não mais que 4 GB de memória para armazenamento e conexão só Wi-Fi”, diz Pedro Hagge, analista da IDC. “É difícil saber quantas marcas atuam neste mercado, porque sempre surgem novas marcas, muitas delas chinesas.”
É possível encontrar tablets de fabricantes nacionais, como CCE, DL e Multilaser, com preço a partir de R$ 299 nas lojas de varejo do Brasil. Além de concorrer entre si, os modelos dessas empresas concorrem com produtos vendidos de forma ilegal e sem passar pela homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), comercializados em regiões como da rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo.
“O Brasil é um mercado diferente de outros países, porque os tablets de valores mais baixos, com conexão só Wi-Fi, respondem pela maior parte das vendas”, diz Thiago Moreira, diretor de telecom da consultoria Nielsen. Segundo dados da consultoria, que mede as vendas do varejo ao consumidor, as vendas de tablets com preço de até R$ 499 foram 1.771% maiores no primeiro semestre de 2013 em relação a igual período de 2012.
De acordo com a IDC, no segundo trimestre de 2012, os tablets com preço acima de R$ 1 mil dominavam o mercado no Brasil, com 45% de participação nas vendas dos fabricantes. No mesmo período, os tablets com preço abaixo de R$ 500 representavam apenas 17% das vendas. A situação se inverteu: agora, os tablets “baratinhos” são maioria nas vendas, enquanto os mais caros, que incluem o iPad e o Galaxy Note, viram sua fatia de mercado cair para apenas 14% do total.
(IG)

