Alba: professores indígenas reivindicam reestruturação da carreira

Durante mais uma reunião da Bancada do PT da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), na tarde desta terça-feira (24), um grupo de professores indígenas reivindicaram a reestruturação da carreira para os profissionais que trabalham nas tribos.
Entre os pleitos da categoria estão o aumento de salário, que chega a ser 40 % menor do que os outros professores, e a realização de novos concursos públicos, o que não acontece há 13 anos.
No total, cerca de oito mil jovens baianos estudam nas 18 escolas indígenas disponíveis em todo Estado. Porém, para que as modificações sejam aprovadas é necessário que o projeto de lei que regulamenta a criação de um plano de cargos e salários para a categoria, seja aprovado na Alba.
A favor da “pressão democrática” exercida pelos indígenas, o vice-presidente da Casa Legislativa, Yulo Oiticica (PT), demonstrou apoio aos professores, mas falou do possível entrave que pode protelar ainda mais a decisão do legislativo.
“A necessidade central nesse momento é a realização de um novo concurso para os professores indígenas. Nós já aprovamos em 2010 a lei Lei nº 18.629/2010, inédita no país, que institui a carreira, mas agora é preciso entender que estamos na eminência da votação dos parlamentares”, referiu-se Yulo ao número de parlamentares de oposição ao Governo.
“A Bancada só tem 14 deputados a favor do governo, nós precisamos de no mínimo 32 para que o projeto seja aprovado”, pontuou.
Para ter a solução o quanto antes, o grupo se mostrou flexível à uma conversa com a oposição ao governo. “Não dá pra trabalhar mais em caráter temporário, precisamos do nosso reconhecimento”, afirmou Pataxó, professor da Escola Estadual da aldeia indígena Caramuru, em Pau Brasil, sul da Bahia.

