Sem alarde, Campos costura acordos.
A dois meses do prazo final para filiações partidárias, o PSB intensifica negociações e contatos na busca de alcançar sua meta em 2014: lançar candidatura própria ao governo de 12 Estados e viabilizar alianças para uma eventual candidatura do governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, à Presidência da República.
Sem alarde, Campos (à dir.) recebe políticos e empresários para almoço ou jantar. Ele já recebeu, por exemplo, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab por duas vezes e recentemente conversou com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
Além de criar as condições para voo solo de Campos, o PSB faz acordos para eleger maior número de governadores e aumentar a bancada.
“No momento, estamos trabalhando com menos holofotes, nos bastidores, e aprendendo com as ruas, dialogando com várias áreas: universidade, agricultura, indústria, movimentos sociais”, afirmou o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS). Para ele, depois das manifestações de rua e da queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff, “o jogo está zerado”. Ele avalia que “muita gente que estava agarrada na taça do ‘já ganhou’ (reeleição de Dilma) está repensando. Deu uma desarrumada geral no Planalto, há um novo cenário e um quadro novo a ser prospectado”.
Campos mantém uma rotina de conversas com membros da Executiva Nacional do partido, que articulam a formação de palanques, pelo menos uma vez por semana. “Onde o Eduardo não pode ir, alguém de nós vai”, avisa Albuquerque.
O discurso anterior, “é possível fazer mais”, foi remodelado após o recado das ruas: “governo digital”. Na prática, Campos busca dotar o governo de Pernambuco de ferramentas que criem maior interação com a sociedade e redes.