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Progresso social e produção

O Plano Agrícola e Pecuário recém-aprovado pelo governo para 2013/2014 não se restringe apenas ao processo de produção e distribuição do setor agropecuário. Por suas características inovadoras, deve ser considerado um grande avanço.
Muito bem estruturado, ele ataca os pontos críticos do agronegócio, envolvendo toda a cadeia de serviços (pesquisa, transporte, armazenamento, produção de sementes, de insumos) que hoje adicionam valor da ordem de 20% a 25% do PIB. O setor emprega cerca de 30 milhões de pessoas num amplo espectro que vai do mais humilde trabalhador ao mais extraordinário cientista.
De acordo com as últimas informações, a safra brasileira 2012/2013 de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá atingir 186 milhões de toneladas. A safra 2002/2003 foi de 123 milhões, o que significa um aumento de 51% nos últimos 10 anos – uma taxa formidável de 4,2% ao ano – que nos mantem na liderança do aumento da produtividade total dos fatores de produção na agricultura mundial no período.
E nquanto a produção nacional cresceu, entre 1975 e 2011, quase quatro vezes, o indicador ponderado dos insumos usados cresceu menos do que 10%. Esse aumento liberou mão de obra no período (quase 18%), manteve praticamente estável a área plantada (mais 3%), com um aumento da relação capital/homem da ordem de 57% (1,3% ao ano). O progresso se deu, basicamente, pelo aumento da produtividade física da mão de obra, da ordem de 4,7% ao ano, o que se refletiu nos salários.(DC)

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