NotíciasSem categoria

Projeto da prefeitura quer reformar 40 quadras da cidade


Bater um simples baba está cada vez mais difícil em Salvador. A maioria das quadras e campos públicos está completamente abandonada.

De acordo com o diretor de Esportes, Lazer e Entretenimento da Secretaria Municipal da Educação (SMED), Téo Senna, os problemas podem ter fim com o projeto. “Temos algumas dificuldades de execução, por isso estamos elaborando um decreto para adoção das quadras em parceria com empresas”.
Além de reformar os espaços, as empresas vão se tornar responsáveis por eles. “Vamos fazer um chamamento público que deve ser publicado na semana que vem”, disse Senna. No entanto, somente 40 quadras e campos devem ser contemplados com o projeto inicialmente. “Também queremos preparar uma licitação para reformar o restante”, destacou, sem dar prazo. 
O problema é que não são apenas as 80 quadras e campos da lista que são alvo de reclamações. Na quadra do Jardim dos Namorados, na Pituba, qualquer jogo tem que acabar até as 18h. O complexo de três quadras está com os refletores quebrados. “Antes, a gente ficava aqui até 23h. Tinha segurança, banheiro. Hoje, dá medo”, admitiu o operador de logística Thiago Luís, 28. Das duas quadras adaptadas para basquete, apenas uma tem cestas – rasgadas. As redes das traves de futebol estão na mesma situação. 
Dinheiro
Diante da situação das quadras, há quem tire dinheiro do próprio bolso para utilizar os espaços. “O pessoal é que compra as cestas quando quer jogar basquete. A mesma coisa as redes das traves”, revelou o comerciante Everaldo Moreira, 53. Quem prefere o campo do Rio Vermelho também precisa ter boa visão noturna. Segundo o músico Daniel Silva, 23, nenhum dos refletores funciona. “A luz é do poste da rua. Dá medo de ter algum acidente. O chão está cheio de pedras e a gente sai com os pés feridos”, disse, referindo-se à terra do campo. 
Apesar do portão quebrado e da trave enferrujada, a maior queixa é sobre a falta de segurança. “Entra qualquer um. Temos que ficar atentos”, afirmou o estudante Leonardo Ferreira, 17. Ele diz que não se importaria em pagar para usar o local se tivesse um vigilante. “Mas só até R$ 10!”, avisou. 
‘Quadras têm problemas de gerenciamento’, diz professora
Apesar da proximidade da Copa das Confederações, Salvador não tem espaços públicos adequados para a prática do esporte. Pelo menos é isso que diz a professora Celli Taffarel, do curso de Educação Física da Universidade Federal da Bahia. “Há poucas quadras comunitárias. Nas que temos, há problemas de gerenciamento e manutenção de programas voltados para a população”. 
Segundo ela, essa é uma situação recorrente no país. “O Brasil quer ser uma potência olímpica, porém não investe o suficiente nas necessidades esportivas básicas”. Segundo o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Giovani De Lorenzi, doutor em Educação Física,  apenas 27,5% das escolas públicas brasileiras têm quadras esportivas.
“Educação Física é obrigatória nas escolas. Infelizmente, além da perda da qualidade da prática do esporte, existe a perda da própria prática”. Para o professor, cidades como Belo Horizonte (MG) e Maringá (PR) têm bons exemplos de manutenção das quadras, com a criação de cooperativas.
(Ibahia)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *