Emprego em países avançados só volta a nível pré-crise em 2018

Cinco anos após a crise financeira internacional, o emprego no mundo segue desigual, segundo relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) na segunda-feira (3).
De acordo com a OIT, nos países emergentes e em desenvolvimento, o emprego deve retornar aos níveis pré-crise em 2015. Nas economias desenvolvidas, no entanto, esse nível só deve ser retomado após 2017.
Pelas estimativas de crescimento atuais, o nível de emprego nas economias avançadas deve recuperar os níveis pré-crise em 2014. “Entretanto, considerando o crescimento da população economicamente ativa, o nível de emprego não vai se recuperar até 2018”, diz a OIT.
Entre os países analisados, 30% já têm níveis de emprego superiores aos registrados em 2007. Em 37%, houve melhora, mas insuficiente. Nos outros 33%, as taxas de emprego seguem em queda.
“No nível global, o número de desempregados continuará a crescer a menos que haja uma mudança de curso política. O desemprego global deve chegar a 208 milhões de pessoas em 2015, comparado aos pouco mais de 200 milhões no momento da publicação (do relatório)”, afirma a OIT.
Globalmente, segundo o estudo, as taxas de desemprego permanecem “teimosamente” altas. “Em 2012, o desemprego global chegou a 5,9%, 0,5 ponto percentual acima da taxa de 5,4% de antes da crise. Mas o desemprego global voltou a subir novamente no final de 2011, aumentando em mais de 3 milhões de pessoas ao longo de 2012, para 195,4 milhões de desempregados”. Em 2018, esse número deve chegar a 214 milhões.
Para que o nível de emprego mundial retorne ao registrado antes da crise, são necessários mais de 30 milhões de postos de trabalho.
A organização ressalta que, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 60% no desemprego de longo prazo (mais de 12 meses) nos países avançados e em desenvolvimento.
(G1)

