Luiza Maia repudia projeto do secretário Maurício trindade

É com perplexidade e indignação que tomamos conhecimento em reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo no dia 21, do projeto proposto pelo Secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador, Maurício Trindade, para resolver o problema dos moradores de rua, acusados por ele de incomodar e assustar famílias, por perambularem e dormir nos passeios. É inimaginável e até irônico que alguém responsável pela assistência social de uma cidade do porte de Salvador demonstre tamanho despreparo e métodos tão peculiares de combater a pobreza.
Em relação aos moradores de rua, sugere proibir a venda e o consumo de bebida alcoólica, especificamente cachaça, o que seria fiscalizado pela guarda municipal, que segundo o projeto, deveria ficar atenta a garrafas de plástico com um líquido branco, pois ou é água ou é cachaça. Em entrevista, dr. Maurício, que é médico e acusado de atitudes anti-éticas em campanhas eleitorais, afirma que quem for contra o seu projeto, é porque defende o sexo, a droga e a bagunça nos logradouros públicos. E garante que a família e a igreja o apóiam. Em nome de que família e de que igreja fala o secretário?
Nós, cidadãos de bem, que construímos e vivemos numa democracia, não aceitamos tais afirmações, não somos a favor do sexo e drogas nas ruas, mas do respeito ao ser humano e as leis vigentes nesse país. O Secretário certamente desconhece as ações e políticas que visam diminuir o número de pessoas vivendo nessas condições, os estudos que vem sendo desenvolvidos para enfrentar um problema que é comum a todas as grandes cidades, não só no Brasil. Um problema serio tratado nesse nível de irresponsabilidade e discriminação, compromete a administração do prefeito ACM Neto, que não só deve rejeitar tal projeto, como trocar urgentemente de secretário.

