Alunos reclamam de qualidade e atendimento de cursos EAD

Atrasos no recebimento de apostilas impressas, na divulgação de notas de provas e até na expedição do diploma de conclusão de curso estão entre as reclamações de alunos de cursos de educação a distância (EAD), que também incluem demora no retorno dos coordenadores e falta de soluções. Em portais destinados a reclamações de consumidores, essas instituições acumulam listas de protestos. O foco dos problemas, segundo a Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância (ABE-EAD), está no atendimento, e há casos que precisariam de maior intervenção do Ministério da Educação (MEC).
O setor de EAD registrou um crescimento bastante sensível na última década. Em 2000, o número de matrículas era de 5.287; já em 2011, passou para 992.927. Hoje, 142 instituições (públicas e privadas) estão credenciadas, com 1.044 cursos de graduação. Mas o boom não foi acompanhado, necessariamente, pela qualidade.
O líder de reclamações é o atendimento, que tem mais impacto sobre o aluno, comenta o presidente da ABE-EAD, Ricardo Holz. “O aluno depende da internet ou do 0800. Ele não está na aula para conversar pessoalmente”, explica. No Brasil, para iniciar o funcionamento de um curso a distância, a instituição deve ter a uma autorização fornecida após visita de agentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O reconhecimento do curso, condição para emissão de diploma, é feito pelo MEC quando se atinge entre 50% e 75% da carga horária. Só em 15 de fevereiro deste ano, o ministério reconheceu 30 novos cursos de EAD.
(Terra)

