‘O Brasil está no bom caminho’, diz vencedor do Nobel

Serge Haroche começou a fazer pesquisa científica em física há quase 50 anos, na época em que o lazer acabara de surgir. O advento dessa tecnologia foi uma das razões que o fizeram se lançar à investigação sobre a interação entre a matéria e os raios. O lazer era uma fonte nova, com propriedades extraordinárias em relação às fontes clássicas. Logo, seus contemporâneos entenderam que havia um potencial de aplicações possível. Era possível usá-lo como instrumento para aumentar o conhecimento sobre o mundo – e em particular sobre o mundo microscópico.
No curso dos últimos 50 anos, Haroche foi testemunha de revoluções sucessivas da física, com ganhos em sensibilidade, temperatura, precisão das experiências. Cada um desses avanços – alguns dos quais conquistados nos anos 50 e 60 pelo seu laboratório parisiense, o Kastler Brossel, com três prêmios Nobel de Física – abriu novas portas para experiências.
O resultado do empenho foi conhecido na semana passada, quando, ao lado do americano David Wineland, Haroche foi o vencedor do Nobel.
(Estadão)

