Mo Yan: “Ganhar não significa nada”

O escritor chinês Mo Yan, agraciado nesta quinta-feira com o Prêmio Nobel de Literatura, disse à imprensa oficial estar alegre com o prêmio, mas declarou que “ganhar não significa nada” e que continuará “concentrado na criação de novas obras”.
“Continuarei trabalhando duro, obrigado a todos”, assinalou Mo, que nas horas posteriores tentou se isolar da imprensa e dos admiradores, em uma breve entrevista à agência oficial “China News” de sua casa na aldeia de Gaomi, da província oriental de Shandong.
Sobre a importância do prêmio para a literatura chinesa, Mo assegurou que a “China tem muitos autores excelentes, cujos destacados trabalhos poderão também ser reconhecidos no mundo”.
Para a também oficial agência “Xinhua”, o escritor de 57 anos se mostrou “muito surpreso” com o prêmio: “Surpreendeu-me muito ganhar o prêmio porque senti que não sou um autor tão experiente como outros autores chineses. Há muito bons escritores e meu status não era tão elevado”.
Para a televisão estatal “CFTV”, o escritor do livro que inspirou o filme “Sorgo Vermelho”,
“Tiantang Suantai Zhi Ge” (“As Baladas do Alho”, em livre tradução) e “Shengsi Pilao” (“A Vida e a Morte Estão Me Desgastando”) assinalou que preferia “estar com os pés no chão” e não fazer grandes celebrações.
“Quero seguir meu caminho, concentrado no humano para minha própria obra”, assegurou Mo, que disse que estava em seu povoado “para se sentir tranquilo” e “escrever fechado em seu quarto”.
“Estou com meu pai no povoado, para ver o campo”, disse com simplicidade o nobel chinês, afirmando ter em mente “muitos temas para escrever”. EFE/Terra

