Ferry suspende serviço de hora marcada no feriadão

Três embarcações vão ser utilizadas pelo sistema ferryboat na ligação Salvador-Itaparica no feriadão, que terá início no dia 12. Também a venda de passagens com hora marcada foi suspensa por tempo indeterminado desde o dia 20 de setembro, data em que a concessionária TWB sofreu intervenção.
A informação é do diretor-executivo da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agerba), Eduardo Pessôa. Ele esclarece que as passagens vendidas antes daquela data continuam valendo.
Cinco das oito embarcações que compõem o sistema ferryboat estão paradas por problemas mecânicos e estruturais, informou o gestor da Agerba. Ele prevê que a situação seja regularizada somente no verão, quando a demanda de passageiros e veículos aumenta. A previsão é que cinco ferries estejam em operação até lá.
“É melhor dizer a verdade do que enrolar: nós não vamos ter condições de atender a todos”, reconhece o gestor, antes de completar: “Dói dizer isso, mas é a realidade que temos no momento”.
Rotas alternativas – Em função da baixa oferta de embarcações, o gestor aconselha os usuários a buscar outras alternativas para ir à Ilha de Itaparica. Uma delas é optar pelas lanchas no Terminal Marítimo do Comércio, que saem em horários que vão entre 6h e 19h, em intervalos de 30 minutos.
Segundo o presidente da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), Jacinto Chagas, 12 embarcações devem operar, com capacidade para transportar entre 137 e 300 pessoas. A passagem nos domingos e feriados custa R$ 5,40.
Demora – Para os motoristas, contornar por via rodoviária a Baía de Todos-os-Santos constitui-se em um trajeto mais longo, que pode durar de três a quatro horas e mais caro devido ao gasto de combustível.
Com partida de Salvador, a opção é ir pela BR-324 até Santo Amaro e chegar à BA-522. De lá, o condutor segue pela BA-026, entre as cidades de Cachoeira, São Félix, Maragojipe e São Roque do Paraguaçu.
Pela BA-001, basta seguir por Cairu e Nazaré das Farinhas, atravessar a Ponte do Funil e atingir às últimas praias da ilha, a exemplo de Cacha Pregos, Berlinque e Aratuba.
Na manhã de anteontem, os ferries Agenor Gordilho e Pinheiro foram enviados à Base Naval de Aratu para reparos nos motores. Os prazos para que retornem ao serviço são de 15 dias e um mês, respectivamente. Também estão fora de circulação os ferries Anna Nery, Ipuaçu e Rio Paraguaçu.
De acordo com Pessôa, o ferry Agenor Gordilho apresenta um defeito no motor que afeta o sistema de propulsão da embarcação. O Pinheiro precisa de reparos no casco e tem defeitos de ordem mecânica.
Reparos – No período em que as duas embarcações defeituosas estiverem no estaleiro, os usuários terão que realizar a travessia entre a ilha e o continente com os ferries Ivete Sangalo, Maria Bethânia e Juracy Magalhães.
“O problema de consertar essas embarcações é a falta de espaço [apropriado] para realizar o serviço”, lamenta Pessôa. Segundo ele, apenas a Marinha dispõe de um dique seco para a manutenção dos ferries no Estado. “Trata-se de uma logística complicada, pois é preciso enchê-lo e esvaziá-lo”, detalha.
(A Tarde)

