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Candidatos brigam por apoio dos “bons de voto” em Salvador

No mês que antecede o início oficial da campanha eleitoral em Salvador, pelo menos seis dos principais cabos-eleitorais da capital baiana ainda não decidiram que rumo tomar. Com um espólio de votos em Salvador nada desprezível na bagagem, estão sendo cortejados pelos quatro principais candidatos à prefeitura: o democrata ACM Neto, o petista Nelson Pelegrino, o peemedebista Mário Kertész e a comunista Alice Portugal.
Mais do que o tempo de propaganda no rádio e televisão, está em jogo o capital político e a capacidade de transferência de votos de nomes como a senadora Lídice da Mata (PSB), o vice-prefeito Edvaldo Brito (PTB), além dos deputados Antônio Imbassahy (PSDB), Márcio Marinho (PRB), Maurício Trindade (PR) e Deraldo Damasceno (PSL).
Na avaliação do cientista político Paulo Fábio Dantas, os candidatos têm priorizado as negociações com os partidos com o objetivo de garantir mais tempo nos programas de televisão e rádio, além de uma chapa forte na proporcional. “O papel dos partidos é central neste momento”, explica. Mas a expectativa é os políticos com um bom capital eleitoral passem a ser ainda mais cortejados a partir do início da campanha, com tudo já definido.
Pelo fato de serem ex-prefeitos e terem uma inserção mais abrangente no eleitorado soteropolitano, o apoio de Lídice da Mata e Antônio Imbassahy são tidos como mais relevantes. “São duas lideranças de opinião e, por isso, têm uma maior capacidade de transferência de votos”, avalia Paulo Fábio.
Incógnitas – Mais votada em Salvador nas últimas eleições para o Senado Federal, a senadora Lídice da Mata é cortejada pelos dois partidos do campo da esquerda. Sua posição ainda é uma incógnita mas a expectativa é que marche ao lado de Pelegrino. O deputado Imbassahy também não se posicionou publicamente sobre quem apoiará. Aliados do ex-prefeito, contudo, ressaltam sua representatividade na capital, onde foi o quarto mais votado para a Câmara.
Já o vice-prefeito Edvaldo Brito promete uma definição para terça, quando acontece a convenção do PTB. “Nossa decisão passa pela inclusão de bandeiras nossas no programa de governo e pela formação de uma chapa competitiva na proporcional ”, explica o filho de Edvaldo, deputado Antônio Brito. Mesmo com o PR caminhando para Pelegrino, o deputado Maurício Trindade diz que apoiará qualquer candidato, menos Pelegrino, caso seu partido desista da candidatura própria.
Os votos cobiçados:
Lídice da Mata – Mais votada na eleição para o Senado federal em Salvador, com 740 mil votos,  a ex-prefeita e senadora Lídice da Mata (PSB) deverá se manter no campo da esquerda e apoiar Pelegrino ou Alice
Edvaldo Brito – O vice-prefeito Edvaldo Brito (PTB) teve 203 mil votos na eleição para o senado e fez do seu filho, Antonio Brito, o oitavo deputado mais votado em Salvador. Da base, deve ficar com PT ou PCdoB
Antonio Imbassahy – Preterido pelo PSDB da disputa pela prefeitura, o ex-prefeito  Antonio Imbassahy é uma incógnita. Poderá seguir o partido e apoiar ACM Neto, apoiar Kértesz ou se manter neutro na disputa
Márcio Marinho – Pré-candidato, o deputado federal Márcio Marinho (PRB) diz que levará a candidatura até o fim. Mesmo assim, é disputado pelos outros partidos por  seu espólio de 83 mil votos na última eleição
Maurício Trindade – Com 53 mil votos para deputado federal nas últimas eleições, Maurício Trindade (PR) quer ir para a disputa. Caso o partido lhe negue a legenda, diz que apoia qualquer um, menos Pelegrino
Deraldo Damasceno – Deputado estadual mais votado em Salvador na última eleição, o delegado Deraldo Damasceno (PSL) negocia com partidos da base. Está sendo cotado para ser vice na chapa encabeçada por Alice

João Pedro Pitombo/A Tarde

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