‘O Mário de sempre’

Eliezer Cesa
Negromonte resolveu mexer nas cinzas das fogueiras das vaidades do poder e se queixou de “notícias maliciosas” que o atingiram e também, conforme a nota, resvalaram em sua família e na terra que ele jura tanto amar, a Bahia. Ainda se queixou da caça às bruxas da qual se diz vítima inocente: “Vasculharam a minha vida. Nada foi provado, tudo foi em vão. Saio do Ministério como entrei: de cabeça erguida e sem nenhum processo. Afirmo: não houve nenhuma irregularidade na nossa gestão frente do [ao] Ministério das Cidades, nada, absolutamente nada”, garantiu o ex-ministro, em sua “Carta Aberta”.
Negromonte ressalta que entregou o cargo [ou não lhe deram outra alternativa?] “por questões políticas”. Ele faz um breve histórico de suas ações na Pasta, ao relembrar que assumiu o Ministério “com os propósitos firmes, como a desburocratização dos convênios entre as Prefeituras, os Estados e o Governo Federal, tendo facilitado a execução de obras importantes para os brasileiros”.
Dentre estas obras, o novamente deputado federal progressista destaca a entrega emblemática da chave da casa de número um milhão do Programa Minha Casa, Minha Vida, o impulso a obras de saneamento básico e mobilidade urbana, “levando água tratada e esgotamento sanitário às famílias; calçamento e pavimentação de ruas aos municípios; metrôs, VLTs e BRTs”.
Dentre estas obras, o novamente deputado federal progressista destaca a entrega emblemática da chave da casa de número um milhão do Programa Minha Casa, Minha Vida, o impulso a obras de saneamento básico e mobilidade urbana, “levando água tratada e esgotamento sanitário às famílias; calçamento e pavimentação de ruas aos municípios; metrôs, VLTs e BRTs”.
No desabafo, Negromonte reconhece que cumpriu as metas estabelecidas pelo Governo, “apesar de um quadro de restrições financeiras, agravado pelas disputas políticas, reproduzidas incessantemente por setores da mídia”. Que ninguém pense que o ex-ministro saiu ressentido com a Presidente Dilma Rousseff. “Sigo em frente, sempre procurando o melhor para a Bahia e para o povo brasileiro. Contem, comigo, o Mário de sempre”, assinala.
Depois de sambar na dança das cadeiras, como outros sete companheiros da Esplanada dos Ministérios, Negromonte, como bom baiano, deve mesmo aproveitar o Carnaval, pois, a partir de, agora, na Bahia, tudo é alegria, passageira, volátil e nada além de uma linda ilusão, como diz a velha canção.(Bahia 247)

