Praia de Periperi: O esgoto a céu aberto que contrasta com as obras do Subúrbio Ferroviário
Um contraste que chama a atenção e exige uma análise profunda por parte do poder público. Enquanto importantes obras de infraestrutura estão sendo executadas no Subúrbio Ferroviário, especialmente na região de Periperi, um problema antigo continua sem solução: o despejo de esgoto a céu aberto na praia.
A situação é preocupante. Segundo informações de moradores, uma grande quantidade de água suja, proveniente de esgotos de residências, unidades de saúde, empresas e outras fontes, acaba sendo despejada na região, formando uma verdadeira bolsa de água contaminada próximo à praia.
O problema, segundo os relatos da comunidade, não é recente. Há décadas os moradores convivem com essa situação, que se arrasta desde o final dos anos 1980. O esgoto permanece acumulado em determinados pontos da praia e, quando a maré sobe, a água alcança esses resíduos e acaba levando parte desse material de volta para o mar.
É inadmissível que, em pleno 2026, uma praia localizada em Salvador ainda conviva com uma situação dessa natureza.
O que causa ainda mais estranheza é o fato de estarem sendo realizadas obras de grande porte na região, como as intervenções relacionadas ao VLT. A população reconhece a importância dessas obras e, em muitos aspectos, considera que elas representam um avanço significativo para o Subúrbio. Porém, fica a pergunta: será que os responsáveis pelas grandes intervenções realizadas na região ainda não perceberam o problema do esgoto que corre a céu aberto na praia de Periperi?
Se ainda não perceberam, fica aqui o alerta.
A população não está pedindo um favor. Está cobrando uma solução para um problema que afeta diretamente a saúde pública, o meio ambiente, os moradores, trabalhadores e frequentadores da praia.
Seu João, frequentador assíduo da praia de Periperi, relata que o esgoto representa um incômodo enorme para quem utiliza o espaço. O problema também atinge as pessoas que praticam esportes na areia, os frequentadores, os barraqueiros e, consequentemente, os clientes desses comerciantes.
A praia é um espaço de convivência, lazer, trabalho e, sobretudo, patrimônio da comunidade. Não pode ser transformada em ponto de despejo de esgoto.
Por isso, fica o apelo ao Governo do Estado e à Embasa: é preciso olhar com atenção para essa situação e apresentar uma solução definitiva.
Se estão sendo realizadas obras de grande porte na região, que o saneamento também seja tratado com a mesma dimensão. Obra de tamanho G exige solução de tamanho G para os problemas que há décadas afligem a população.
Esgoto precisa ser coletado, tratado e destinado corretamente. Não pode simplesmente correr a céu aberto e chegar ao mar.
A população de Periperi aguarda, com ansiedade, uma resposta positiva e, principalmente, a concretização de uma solução definitiva.
Que a praia de Periperi possa voltar a respirar, recuperar sua beleza e oferecer aos moradores e visitantes as condições que merece — como nos tempos em que as praias do Subúrbio eram referência de lazer e convivência para tantas famílias, especialmente nas décadas de 1960 e 1970.
Fica a cobrança, fica o alerta e fica a esperança de que as autoridades competentes finalmente enfrentem esse problema.
Visão Cidade


