Hamilton Assis destaca força do Grito dos Excluídos em defesa da vida e da soberania
O vereador Hamilton Assis (PSOL) destacou, neste 7 de setembro, a importância da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, mobilização popular que ocupa as ruas do país para denunciar desigualdades e defender direitos historicamente negados à população.
Realizado este ano com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, o Grito mantém como tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!” e reforça a importância da organização popular na construção de um país mais justo, democrático e soberano.
Para Hamilton Assis, o 7 de setembro também deve ser uma oportunidade para questionar quais brasileiros ainda permanecem excluídos do direito à cidadania plena. “Não existe independência verdadeira quando mulheres são vítimas de violência, quando famílias não têm direito à moradia, quando trabalhadores são submetidos à exploração e quando a população negra e periférica continua enfrentando o racismo e a desigualdade. O Grito dos Excluídos coloca essas contradições no centro do debate e cobra justiça social”, afirma o vereador.
A defesa das “Mulheres Vivas”, presente no lema de 2026, dialoga diretamente com a atuação do mandato de Hamilton na Câmara Municipal de Salvador. Entre as iniciativas apresentadas pelo parlamentar estão projetos voltados ao combate ao machismo, à violência de gênero e à proteção de crianças e adolescentes que ficam órfãos em decorrência do feminicídio.
O mandato do vereador busca aprovar o Projeto de Lei nº 350/2025, que institui a Campanha Permanente de Combate ao Machismo e Valorização das Mulheres na Rede Municipal de Ensino. A proposta reconhece que o machismo e a violência de gênero atingem de maneira ainda mais intensa as mulheres negras e periféricas e defende que o enfrentamento ao racismo e às desigualdades de gênero também esteja presente no cotidiano das escolas municipais.
Para Hamilton, a escola possui papel estratégico na transformação das relações sociais e na construção de uma sociedade que não naturalize a violência e a discriminação. “Não podemos falar de combate ao machismo sem reconhecer que as mulheres negras são as que mais sofrem com a violência, a desigualdade e a exclusão. Da mesma forma, nossas crianças negras precisam crescer em ambientes escolares que não reproduzam racismo e opressão, além de também terem suas histórias e identidade fortalecidas e valorizadas”, afirma.
O Hamilton Assis acredita que “enquanto houver violência contra as mulheres, racismo, fome, falta de moradia, exploração do trabalho e desigualdade, precisamos continuar gritando. O Grito dos Excluídos é a voz de quem não aceita que a exclusão seja tratada como algo natural. Vida em primeiro lugar, sempre”.
CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR
(Foto: Visão Cidade)



