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Arbitragem no futebol brasileiro é uma vergonha

Sem critérios claros, sem o mínimo de atenção às regras e com interpretações que muitas vezes fogem ao entendimento de jogadores, dirigentes, comentaristas e torcedores, a arbitragem do futebol brasileiro vive um momento preocupante.
O árbitro deveria ser uma peça importante da partida, responsável por fazer cumprir as regras e garantir que os protagonistas — os jogadores — possam desempenhar seu papel dentro de campo. Entretanto, o que temos visto é justamente o contrário: em muitos jogos, os árbitros acabam se tornando os principais personagens, não pelo acerto de suas decisões, mas pelos erros cometidos ao longo dos 90 minutos.
Ao final das partidas, são inúmeras as reclamações de jogadores e dirigentes contra atuações consideradas desastrosas. E, quando aqueles que se sentem prejudicados vão a público cobrar providências da CBF por uma arbitragem mais justa e qualificada, acabam também sujeitos a punições do STJD.
Mas a pergunta que precisa ser feita é: quem cobra aqueles que erram de maneira sucessiva e comprometem o resultado de uma partida?
Não estamos falando de um caso isolado. Os erros de arbitragem têm se repetido rodada após rodada, provocando indignação entre torcedores, jogadores, dirigentes e até comentaristas especializados em arbitragem, que muitas vezes demonstram não compreender determinados critérios adotados pelos profissionais dentro de campo.
A implantação do VAR, que chegou ao futebol brasileiro com a promessa de corrigir erros claros e contribuir para decisões mais justas, também não conseguiu eliminar as controvérsias. Em algumas situações, parece até ter aumentado as dúvidas. Afinal, quais são realmente os critérios utilizados? Por que determinadas jogadas são revisadas enquanto outras, aparentemente semelhantes, recebem tratamento diferente?
E o que aconteceu neste último final de semana chamou ainda mais atenção. Uma cena envolvendo um árbitro e um jogador, com uma postura considerada inadequada por muitos torcedores, ganhou enorme repercussão e provocou uma onda de críticas nas redes sociais. Uma situação que, independentemente das razões que levaram ao episódio, precisa servir de alerta para todos os envolvidos no futebol brasileiro.
É preciso deixar claro que ainda existem excelentes árbitros no Brasil, profissionais preparados, equilibrados e capazes de conduzir uma partida com autoridade e respeito às regras. O problema está na falta de uniformidade dos critérios, na qualidade de algumas atuações e, principalmente, na necessidade de uma avaliação mais rigorosa da arbitragem.
A CBF, por meio de sua Comissão de Arbitragem, precisa agir com urgência. Não basta punir jogadores, dirigentes ou profissionais que reclamam quando se sentem prejudicados. É necessário também avaliar, cobrar e, quando for necessário, punir aqueles que cometem erros graves e sucessivos.
Quando as reclamações partem de todos os lados — jogadores, dirigentes, clubes, comentaristas e torcedores — alguma coisa precisa ser revista.
A arbitragem deveria ser coadjuvante de uma partida de futebol, e não a principal personagem. O espetáculo pertence aos jogadores, aos clubes e aos torcedores.
O futebol brasileiro precisa recuperar a confiança na arbitragem. Para isso, é indispensável que existam critérios claros, decisões coerentes, respeito entre todos os envolvidos e, acima de tudo, uma arbitragem que não seja responsável por decidir o destino de uma partida.


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