Meio Ambiente: como contribuir para sua preservação —Parte 3
O meio ambiente é um tema que precisa permanecer no centro dos debates da sociedade. Sua preservação envolve diferentes segmentos e depende da participação do poder público, das empresas e de cada cidadão.
Existem leis federais, estaduais e municipais destinadas à proteção ambiental, mas a legislação precisa ser acompanhada de fiscalização, planejamento e conscientização. Afinal, garantir um meio ambiente sustentável é garantir melhores condições de vida para as atuais e futuras gerações.
As mudanças climáticas observadas em diferentes continentes reforçam a necessidade de atenção permanente. Chuvas intensas, períodos prolongados de estiagem, temperaturas elevadas e mudanças repentinas nas condições climáticas mostram que a relação entre sociedade e meio ambiente precisa ser tratada com responsabilidade.
No Brasil, diversas ações são desenvolvidas para proteger o meio ambiente e preservar seus diferentes biomas. Entre essas ações está a necessidade de dar uma destinação ambientalmente adequada aos resíduos sólidos.
Nesta quarta parte da nossa série, vamos conhecer um importante instrumento de gestão dos resíduos: o aterro sanitário.

O que é um aterro sanitário?
O aterro sanitário é uma estrutura de engenharia planejada e licenciada para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Diferentemente dos lixões, ele possui sistemas destinados a reduzir os riscos de contaminação do solo, das águas e do ar, além de contribuir para a proteção da saúde pública.
Seu funcionamento depende de planejamento, tecnologia, controle ambiental e acompanhamento técnico permanente.
Como funciona a estrutura de um aterro sanitário?
Impermeabilização do solo: a base do aterro recebe sistemas de proteção, normalmente constituídos por camadas de materiais impermeabilizantes, que ajudam a impedir que o chorume se infiltre no solo e alcance as águas subterrâneas.
Drenagem e tratamento do chorume: o líquido produzido pela decomposição dos resíduos é coletado por sistemas de drenagem e encaminhado para tratamento, evitando que seja lançado diretamente no meio ambiente.
Captação dos gases: a decomposição dos resíduos produz gases, entre eles o metano. O aterro possui sistemas para captar esses gases, que podem ser queimados de forma controlada ou, em determinadas estruturas, aproveitados para geração de energia.
Cobertura dos resíduos: os resíduos são cobertos periodicamente com materiais apropriados, reduzindo a exposição do lixo, a presença de animais e vetores de doenças, além de diminuir a dispersão de odores e materiais pelo vento.
Monitoramento ambiental: o aterro também precisa ser acompanhado por sistemas de controle e monitoramento, permitindo verificar possíveis impactos sobre o solo, as águas subterrâneas e outros componentes do meio ambiente.
Aterro sanitário não significa ausência de impacto
É importante compreender que o aterro sanitário não elimina completamente os impactos ambientais. Ele é uma solução de engenharia destinada a controlar e minimizar os impactos da disposição final dos rejeitos, dentro das normas ambientais.
Por isso, quanto mais a sociedade conseguir reduzir a geração de resíduos, reutilizar materiais, reciclar e promover a compostagem, menor será a quantidade de resíduos encaminhada para a disposição final.
Preservar começa antes do aterro
A preservação ambiental começa dentro de nossas casas, empresas, escolas e espaços públicos. Separar corretamente os resíduos, evitar desperdícios, reutilizar materiais e encaminhar recicláveis para a coleta seletiva são atitudes que contribuem diretamente para reduzir a quantidade de rejeitos que chega aos aterros.
Cuidar do meio ambiente é compreender que aquilo que descartamos não desaparece. O destino do nosso resíduo também é responsabilidade nossa.
Na próxima parte, vamos continuar mostrando como atitudes simples podem contribuir para uma gestão mais eficiente dos resíduos e para a preservação do meio ambiente.
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