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Marta Rodrigues cobra explicações sobre escola para autistas

A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou, nesta terça-feira (30), a gestão do prefeito Bruno Reis na área da educação pública. Para a parlamentar, a rescisão do contrato para conclusão da Escola Municipal do Curralinho, no Stiep, destinada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), poucos dias após o fechamento da Escola Municipal do Rio Sena, “escancara o desrespeito da Prefeitura com estudantes, famílias e com o dinheiro público”.

Marta classificou a decisão como mais um “vexame” da gestão, criticou a falta de transparência e cobrou que o Executivo apresente imediatamente um cronograma para a conclusão da escola, além de esclarecer os motivos da rescisão contratual.

“É um absurdo. Em poucos dias, a Prefeitura acumula mais duas vergonhas na educação. Primeiro, fecha uma escola e agora rescinde o contrato de outra que alimentou, durante anos, a esperança de milhares de famílias atípicas. Já são três anos de uma obra atrasada”, criticou.

A vereadora afirmou ainda que o contrato, assinado em 2022 com promessa de entrega em 2023, foi encerrado sem qualquer explicação pública, transparência ou respeito às famílias que aguardavam a conclusão do equipamento destinado às crianças com TEA.

“Fizeram propaganda dessa escola como se fosse um presente da gestão, quando construir escolas é uma obrigação do poder público. Agora, deixam essas famílias desamparadas até na esperança. É inacreditável”, declarou.

Segundo a parlamentar, o episódio ultrapassa os limites da capital baiana. “Esse vexame não fica restrito a Salvador. A Bahia inteira assiste ao abandono da educação na capital”, afirmou.

Rio Sena

Para Marta, a Prefeitura acumula problemas na educação, e a situação tornou-se insustentável.

“Recentemente, fechou uma escola no Rio Sena, um dos bairros mais populosos do Subúrbio Ferroviário, atingindo diretamente famílias e crianças da periferia. É sempre a população mais pobre que paga a conta. Basta lembrar também da crise do Pé na Escola, programa questionado pelo Ministério Público da Bahia e pelo Ministério Público Federal, deixando milhares de famílias apreensivas porque dependem desse benefício, que já é insuficiente”, afirmou.

A vereadora disse ainda que a sociedade não recebeu explicações sobre a rescisão do contrato da escola do Curralinho. Segundo ela, não há informações sobre os valores já investidos, os motivos da decisão nem sobre quando a obra será retomada.

“As decisões continuam sendo tomadas de forma unilateral, sem diálogo e sem prestação de contas. Quem paga essa conta é o contribuinte, que vê seus impostos serem desperdiçados enquanto famílias seguem esperando por um serviço público essencial. Esse parece ser o modus operandi da gestão”, destacou.

Por fim, Marta afirmou que as famílias de crianças autistas não precisam de anúncios, placas de obras ou campanhas publicitárias.

“Elas precisam de respeito, inclusão e políticas públicas funcionando. O mínimo que a gestão deve fazer é explicar esse absurdo e garantir que esse equipamento seja entregue o quanto antes”, concluiu.

Câmara Municipal de Salvador

Foto: Visão Cidade

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