Política

Presidente inaugura a exposição “Mulheres no Legislativo Baiano, 90 anos de luta política”

A mostra faz parte da programação da Casa em homenagem ao Março Mulher, reverenciando a luta e os avanços conquistados pelo gênero feminino nos espaços de poder

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, inaugurou a primeira exposição temporária do Memorial do Legislativo, na manhã desta quarta-feira (19), e celebrou o seu primeiro aniversário como chefe da ALBA, em cerimônia que contou com a presença da maioria das deputadas da Casa. Intitulada “Mulheres no Legislativo Baiano, 90 anos de luta política (1935-2025)”, a mostra faz parte da programação da Casa em homenagem ao Março Mulher, reverenciando a luta e os avanços conquistados pelo gênero feminino nos espaços de poder, especialmente na Bahia.

Além da chefe do Legislativo, participaram do evento as deputadas Fátima Nunes (PT), Maria del Carmen (PT), Fabíola Mansur (PSB), Ludmilla Fiscina (PV), Cláudia Oliveira (PSD), Soane Galvão (PSB), Olivia Santana (PCdoB) e a deputada licenciada, atualmente secretária estadual de Políticas para a Mulheres, Neusa Cadore. A presidente da Assembleia de Carinho, Tanísia Cunha, a presidente de honra da Liga Álvaro Bahia, Rosina Bahia; diversas prefeitas e vereadoras baianas prestigiaram o evento, assim como visitantes e servidores da Casa.

MULHERES NO LEGISLATIVO

A exposição traz, em ordem cronológica, a história da luta e da participação feminina nos espaços de poder, especialmente na Casa Legislativa, que teve a sua primeira deputada, Maria Luiza Bittencourt, eleita em 1935 e que agora, depois de 190 de existência, conta com a primeira mulher como chefe do Legislativo, Ivana Bastos.

No evento, Ivana lembrou a inauguração da galeria de ex-deputadas, no ano passado, e a luta das primeiras parlamentares para se impor num ambiente essencialmente masculino.

“Se hoje a gente enfrenta tanta dificuldade, imagine em 1935, quando ela (Luiza) chegou ao Parlamento”, colocou a presidente, comemorando as conquistas ao longo dos últimos 191 anos. “A gente vai abrindo espaço para que as meninas, para que outras mulheres cheguem nos espaços de poder, para que outras mulheres possam estar aqui no ano que vem”, disse.

Emocionada, a chefe do Legislativo agradeceu o apoio das suas colegas e dos servidores “que não largaram a minha mão” e elogiou o trabalho de resgate da história de cada uma das parlamentares feito pelo Memorial, que, segundo ela, deve estar sempre acessível aos estudantes, servidores, políticos e visitantes da Casa. Também ensejou que os turistas coloquem a ALBA como um lugar de visitação. “Essa casa será um cartão-postal, que as pessoas que vêm de outras cidades, de outro estado, de outro país, coloquem também no seu roteiro. Tem o Elevador Lacerda, tem o Pelourinho, mas também tem a Assembleia Legislativa da Bahia”, disse.

Ludmilla Fiscina agradeceu pela homenagem “a todas nós, a cada uma de vocês, porque nós somos vitoriosas. Todas as mulheres, não só na política, mas em todos os espaços somos vitoriosas”, disse. Maria del Carmem, por sua vez, manifestou alegria e emoção ao celebrar a presença das deputadas baianas. “Com certeza, todas que estão nesse espaço já demonstraram, ao longo da sua trajetória, a importância das mulheres nesse projeto de construção de uma sociedade justa, igualitária e comprometida com a população”, pontuou. Ela revelou o desejo de ver mais baianas ocupando um número maior de cadeiras na Assembleias e no Congresso.

Soane Galvão também considerou o ato um marco histórico de celebração das mulheres que construíram a história da democracia na Bahia. “Nós estamos lutando ainda por liberdade, por igualdade, e, pasmem, por nossas vidas. Que essa memória daqui, pautada por tantos rostos presentes no parlamento baiano, seja força para que todas nós possamos caminhar e inspirar na luta delas, porque essa luta não termina aqui”.

Fabíola Mansur reforçou a importância do Memorial, da parceria entre as mulheres, independentemente de partidos, e sugeriu que as pessoas reservem um voto para a mulher, que tem compromisso com as pautas femininas para além das pautas municipalistas. “Então, quando há um Memorial desse, a gente diz que a política vale a pena e que a política é feita de pequenas vitórias e não existe política sem a gente que sabe o que é cuidar da gente, porque a gente cuida dos nossos, dos nossos familiares e das pessoas, não apenas das mulheres, dos homens também. Representamos as mulheres baianas, mas nós somos fruto dessas lutas de tantas mulheres”.

Cláudia Oliveira elogiou a força e determinação das parlamentares da ALBA e reforçou a necessidade de aumentar o número de deputadas. “As mulheres que estão aqui, são guerreiras, lutadoras, engolem sapos, matam leão por dia. Que possamos ser vitoriosos e a gente nunca deixar de ser a gente mesma. Somos seres especiais e que aonde a gente possa ir, a gente possa emanar a paz, o amor, a verdade, a união”.

Para a Primeira vice-presidente da ALBA, Fátima Nunes, recontar a história das mulheres no Parlamento é apontar o caminho que deve ser seguido com força, fé e determinação, superando desafios e travessias da política. Ela mandou um recado às estudantes, às mulheres do movimento social: “Olha, vocês podem, vocês vão chegar com a gente, porque quando a gente ascende, a gente sempre pega na mão da companheira para trazer para frente”. Ela parabenizou Ivana Bastos, “por resgatar esse ambiente, todo esse conjunto das ações que fazemos, das políticas públicas que votamos”.

Após as falas das deputadas, o historiador e coordenador do Memorial, Pierre Malbouisson, guiou os presentes, explicando a sequência da luta e das conquistas de todas as parlamentares baianas ao longo da história da ALBA, entre elas Amabília Almeida, Lídice da Mata e Moema Gramacho.
Segundo Malbouisson, a mostra foi um trabalho coletivo que contou com a colaboração do Departamento de Pesquisa, da Coordenação de Serviços Gráficos, do setor administrativo e de outros setores da Casa.

ALBA

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