OpiniãoSaúdeVera Cruz

Medicamentos no CAPS, regulação e postos de saúde em Vera Cruz: população cobra respostas

A população do município de Vera Cruz, localizado na Ilha de Itaparica, tem utilizado as redes sociais para relatar, de forma constante, a falta de medicamentos nos postos de saúde e também no CAPS. A situação é considerada preocupante, especialmente diante da frequência das denúncias feitas por moradores.

A redação do site Visão Cidade entrou em contato com o setor de comunicação do município em busca de esclarecimentos. Segundo a gestão, é necessário identificar com precisão quais medicamentos estão em falta, já que nem todos são de responsabilidade direta do município. Isso ocorre porque a saúde pública é descentralizada: há medicamentos que são de competência municipal, outros do Governo do Estado e alguns da União.

Essa divisão de responsabilidades, no entanto, acaba gerando transtornos para a população. Na prática, quando um único medicamento falta — independentemente de qual esfera seja responsável — o prejuízo recai diretamente sobre o cidadão. Há relatos de moradores que estão há mais de três meses sem acesso a remédios essenciais, além de dificuldades para a marcação de exames no mesmo período.

Outro ponto levantado é o convênio do município com uma policlínica regional, que, apesar de ser uma iniciativa importante, não estaria funcionando plenamente, segundo relatos. Pacientes afirmam que enfrentam dificuldades para conseguir agendamentos, o que levanta questionamentos: onde está o problema? No município ou no Governo do Estado? A população cobra respostas claras e imediatas.

A situação se agrava ainda mais nos postos de saúde, onde moradores denunciam a falta de médicos e de algumas especialidades. Há quem acredite que essa ausência esteja relacionada à tentativa de suprir a demanda por meio da policlínica, o que nem sempre tem funcionado de forma eficaz.

Um dos casos mais preocupantes envolve a ausência de médico pneumologista no município. Para conseguir atendimento com esse especialista, o paciente precisa entrar no sistema de regulação estadual — um processo que, segundo relatos, é demorado e desgastante. Há casos de espera que chegam a seis meses ou até um ano.

Além disso, pacientes relatam que solicitações feitas em 2025 perderam a validade, obrigando-os a retornar aos postos de saúde para reiniciar todo o processo em 2026. Para muitos, isso representa um verdadeiro retrocesso e aumenta ainda mais o sofrimento de quem já enfrenta problemas de saúde.

A regulação é de responsabilidade do Governo do Estado, mas a falta de resolutividade atinge diretamente os moradores de Vera Cruz, um município com cerca de 60 mil habitantes e localizado próximo a Salvador.

Diante desse cenário, é fundamental que haja uma reavaliação urgente de todo o sistema de atendimento à saúde, envolvendo município, estado e União. A população não pode continuar sendo penalizada por falhas administrativas e burocráticas. A saúde, afinal, deve ser tratada como prioridade absoluta.

Visão Cidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *