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Ireuda defende retirada de conteúdos misóginos das redes

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), defendeu que conteúdos que estimulem violência ou ódio contra mulheres sejam removidos das redes sociais e que seus autores sejam responsabilizados. Segundo dados recentes, o país registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década, com 1.568 mulheres assassinadas em razão de gênero.

Ireuda afirma que a propagação de discursos misóginos na internet contribui para um ambiente de normalização da violência contra as mulheres. Para a vereadora, as plataformas digitais precisam agir com mais rigor na moderação de conteúdos que promovam ataques, humilhações ou incentivem agressões.

“Não podemos aceitar que as redes sociais se tornem espaços de disseminação de ódio contra as mulheres. Conteúdos que incentivam a violência precisam ser derrubados, e seus responsáveis devem responder por isso”, declarou.

O alerta da vereadora ocorre em meio a discussões sobre o crescimento de comunidades virtuais que difundem ideologias misóginas e reforçam hierarquias de gênero. Especialistas apontam que, há décadas, grupos organizados utilizam fóruns on-line, redes sociais e aplicativos para promover discursos de ódio e incentivar comportamentos violentos contra mulheres.

Misoginia

Para pesquisadores e ativistas, essas manifestações fazem parte de um fenômeno estrutural conhecido como misoginia, o ódio ou desprezo contra mulheres e a defesa da manutenção de privilégios históricos masculinos em diferentes esferas da sociedade.

Ireuda também citou casos recentes de violência que ganharam repercussão nacional, como o estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro, apontado por especialistas como exemplo de como discursos de desumanização podem estimular crimes no mundo real.

Para a vereadora, o enfrentamento à violência contra a mulher exige ações integradas que envolvam políticas públicas, responsabilização criminal e combate ao discurso de ódio no ambiente digital. “Não basta apenas punir depois que a violência acontece. É preciso impedir que a cultura do ódio e da misoginia continue sendo alimentada, especialmente nas redes sociais”, concluiu.

CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR

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