Eleições 2026: O povo precisa de compromisso, não de promessas
Há uma grande preocupação em todo o país com a aproximação das eleições de 2026, que irão definir representantes para os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República nos mais de 5 mil municípios brasileiros.
A redação tem recebido diversas informações vindas de várias regiões da Bahia — dos municípios mais próximos aos mais distantes — revelando um cenário recorrente: o chamado “loteamento político”. Em muitas cidades, é comum ouvir que determinado vereador, prefeito ou liderança apoia “o deputado fulano”, “o ciclano” ou “o beltrano”. Esse fenômeno demonstra uma fragmentação de apoios, onde interesses individuais muitas vezes se sobrepõem ao interesse coletivo.
O que se observa é uma intensa disputa por votos, envolvendo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-gestores, lideranças comunitárias e associações. Em alguns municípios, há casos em que uma mesma gestão apoia dois ou até três candidatos diferentes para deputado estadual e federal. Em outros, sequer há definição clara: permanecem “em cima do muro”, como bem relatam moradores do interior, que acompanham de perto essa movimentação.
Diante desse cenário, cresce entre a população o sentimento de insegurança e a necessidade de um direcionamento mais claro. O eleitor quer saber, de fato, quem trabalha pelo município, quem tem histórico de contribuição e quem apenas aparece em períodos eleitorais.
Em várias cidades, já surgem movimentos incentivando a população a não votar em candidatos indicados apenas por interesses políticos locais, sobretudo quando estes não possuem vínculo real com o município. Essas iniciativas vêm ganhando força e têm como objetivo despertar a consciência do eleitor para escolhas mais responsáveis e conscientes.
É importante destacar que não basta levar ambulâncias, veículos ou promover eventos festivos como forma de conquistar apoio. Essas ações, embora visíveis, não substituem políticas públicas estruturantes e duradouras. Como bem dizem muitos cidadãos, o voto não pode ser guiado por favores pontuais, mas por compromisso verdadeiro.
Outro ponto fundamental é compreender que as emendas parlamentares — tanto estaduais quanto federais — são recursos públicos, ou seja, dinheiro do próprio povo retornando em forma de investimentos. Portanto, não se trata de favor, mas de obrigação de quem foi eleito para representar a população.
Mais do que promessas, o que se espera dos candidatos é responsabilidade, compromisso e resultados concretos. O eleitor precisa valorizar aqueles que demonstram trabalho contínuo, presença efetiva e compromisso com o desenvolvimento do município.
Chegou o momento de transformar promessas em compromissos reais, firmados e cumpridos. A política não pode mais ser pautada por migalhas ou ações superficiais. O povo merece respeito, transparência e, acima de tudo, representantes que honrem a confiança depositada nas urnas.
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