Porque não se deve pescar carangueijos em alguns periodos

Para quem não sabe, esse é um momento de extrema importância para a reprodução e manutenção da espécie, e é por isso que durante esse período de defeso, não se deve pescar o caranguejo-uçá (Ucides cordatus).
Mas quais os reais motivos?
Nesse período, onde ocorre o ciclo reprodutivo, realiza-se a chamada andada, e os caranguejos saem de seus esconderijos, suas tocas, para acasalar e liberar os ovos para a procriação.
Mas e se forem capturados, como dar seguimento às espécies? E se a reprodução for interrompida, como teremos mais caranguejos?
Você já pensou nisso? Que a pesca durante o período de defeso causa uma redução drástica, podendo levar até a extinção do caranguejo-uçá?
Todas as espécies que compõem os manguezais faz parte do equilíbrio do ecossistema e o caranguejo-uçá é de fundamental importância, porquê ele ajuda na aeração do solo, renovando o ar, também decompõe a matéria orgânica que existe no ambiente e mantém a biodiversidade. São os nossos engenheiros marinhos.
Você sabia disso?
Portanto, respeitar o período de defeso é garantir o sustento futuro, assegurando que, fora desse período, os pescadores e catadores possam dar continuidade aos seus trabalhos de forma sustentável.
Agora vamos ficar atentos às datas, as que vamos respeitar esse ciclo reprodutivo desse ano de 2026, segundo o INEMA e outros órgãos de proteção às espécies:
04 a 09 de janeiro,
19 a 24 de janeiro,
02 a 07 de fevereiro,
18 a 23 de fevereiro,
04 a 09 de março,
19 a 24 de março e
18 a 23 de abril.
Então já sabemos que a pesca durante o defeso é proibida por lei, portanto poderemos ter nossos materiais apreendidos, sofrer multa e também outras penalidades regulamentares, somente por impedir os caranguejos de acasalar.
Acredito que nós não gostaríamos de sermos impedidos de namorar, gostaríamos? Por que não deixar que a natureza realize a procriação de forma natural, sem impedimentos?
Portanto vamos respeitar e garantir a continuidade da espécie do caranguejo-uçá e a preservação tão necessária dos manguezais.
Por: Sarita Rodrigues


