Agua potável em Vera Cruz e Itaparica: por onde anda?

A água, elemento essencial à vida, tornou-se motivo de indignação e revolta na Ilha de Itaparica. Nos municípios de Vera Cruz e Itaparica, o que mais se vê — e se ouve — são reclamações, protestos e manifestações cobrando da Embasa um tratamento digno para a população.
A falta de água é constante, absurda e, segundo moradores, chega a durar de 5 a 10 dias em diversas localidades. A situação se agrava justamente no período conhecido pelos nativos como “a boca do verão”, quando a demanda aumenta e a empresa demonstra, mais uma vez, total incapacidade de garantir um serviço básico.
Diante do descaso, muitos moradores recorrem ao último recurso: bloqueios de ruas e estradas. Mas, na prática, pouco muda. A sensação geral é de que nada atinge a administração da empresa, que segue ano após ano sem apresentar soluções reais para o problema. Trocam-se gestores, mudam prefeitos, vereadores e secretários — mas a realidade permanece a mesma.
Grande parte da população sofre ainda mais por não ter condições de instalar uma caixa d’água. Outros até possuem, mas não conseguem mantê-la abastecida pela simples falta de fornecimento.
No início do ano, vereadores, prefeito, vice-prefeito, secretários e representantes da sociedade participaram de reuniões e audiências com prepostos da Embasa. Na ocasião, a empresa garantiu que tudo seria normalizado e que a Ilha de Itaparica não enfrentaria mais problemas de abastecimento.
A promessa, no entanto, já dura décadas — e continua não sendo cumprida.
O povo segue enfrentando dificuldades para obter um recurso básico e indispensável, enquanto a Embasa demonstra uma gestão marcada pela desorganização e pela falta de compromisso.
É urgente que se tome um posicionamento firme e definitivo. Chega de promessas que não se cumprem. A população de Vera Cruz e Itaparica merece respeito, planejamento e, sobretudo, água.
Com a palavra, Embasa.
Por: Otaciano Santos
Visão Cidade


